Ricardo Marques comenta polêmica sobre Fundo Eleitoral do PL: “Ninguém faz uma candidatura sozinho”

O candidato ao Governo de Sergipe pelo PL, Ricardo Marques, se posicionou em entrevista ao Jornal da Fan, nesta terça-feira, 1º, sobre as últimas polêmicas envolvendo o repasse de verbas e apoio oferecido aos candidatos da legenda no estado. A declaração ocorre após a divulgação de que o candidato teria sido excluído do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), fundo nacional destinado ao financiamento de campanhas eleitorais.

“Se ela [candidatura] foi para a frente, é porque todos aceitaram que ela foi para a frente. Ninguém faz uma candidatura sozinho”, declarou Ricardo.

Em nota, o PL afirmou que, mesmo sabendo que não receberia recursos do fundo, Ricardo Marques teria decidido manter a candidatura. Segundo o partido, toda a pré-campanha do candidato foi custeada com recursos do diretório estadual.

Questionado se a prioridade da direção nacional do partido para as eleições ao Senado e à Câmara dos Deputados havia sido transparente desde o início, Ricardo afirmou que, ao lançar as candidaturas, a prioridade era o projeto político como um todo.

“Nenhum partido apenas lança só senador ou só deputado federal. Ele lança um grupo majoritário e um grupo proporcional, isso em todos os Estados. Naquele momento, dia 3 de agosto, o próprio Rodrigo já falou algumas vezes, estava acontecendo uma negociação em âmbito nacional entre o PL e o Republicanos. Ele fala, em alguns momentos, que a fala dele foi tirada do contexto, porque em determinado instante ali ele fala que a prioridade do PL seria para senador, mas aqui nós temos um projeto, cada Estado tem o seu projeto. Infelizmente, saiu aquela fala, houve aquele corte, mas a prioridade de qualquer partido é um conjunto, não é um individual, isso é fato”, afirmou.

Ricardo também reforçou que o partido segue firme no projeto político para Sergipe.

“Apesar de todos os pesares, apesar de não termos fundo, mas a gente tem um propósito, tem uma missão, tem pessoas de bem, tem grupos fortes, pessoas fortes, conservadores, de direita, pessoas que não estão nesse âmbito também ideológico, que estão juntos aí, porque vê em Ricardo Marques  uma alternativa viável para a mudança em Sergipe, como todos nós queremos”.

O candidato afirmou ainda que, ao ser convidado para integrar o partido, os valores destinados à campanha não foram discutidos, mas que uma estrutura para a disputa eleitoral teria sido apresentada.

“A gente discutiu toda a estrutura. Eu tenho isso registrado aqui em meu WhatsApp, as conversas. Nós gravamos com Flávio Bolsonaro e Rodrigo diversas vezes. Eu estive lá em Brasília. A gente não citou valores, mas falou em estrutura. E olhe bem, quem conhece Ricardo Marques a vida inteira sabe que eu não sou ligado a valores. Eu sou ligado a uma estrutura mínima para fazer campanha. Isso é fato. […] O que nós temos escrito aqui, desde o início de fevereiro e março, está tudo aqui registrado, printado. É que a gente vai colocar a nossa campanha, que nós teríamos estruturas para isso e caminharíamos unidos. E é isso que eu tenho buscado, caminhar unido entre toda a majoritária, eu, Rodrigo, Coronel Rocha e todos os proporcionais”, explicou Ricardo.

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