A ex-deputada Carla Zambelli publicou um vídeo nas redes sociais nesta terça-feira, 3, em que pede ajuda financeira para se manter na Itália, onde vive após fugir do Brasil em razão de condenações impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). No vídeo, Zambelli afirma que não consegue emprego na Europa por não ter uma conta bancária e responsabiliza o ministro Alexandre de Moraes pela situação. Ela também anuncia a criação de uma comunidade, cuja inscrição custará R$ 50.
“Trago essa situação porque não tenho como resolver. Moraes destruiu minha vida. Além de ter bloqueado tudo meu, ele me impediu de abrir conta corrente. Nenhum banco abre conta para mim. Só que, na Itália, para conseguir emprego, precisa de uma conta no seu nome”, disse.
Zambelli afirma que a comunidade oferecerá “conteúdos de diversas áreas” e que compartilhará a “experiência” que teve durante o período em que esteve presa.
A ex-deputada está na Itália desde junho de 2025, quando deixou o Brasil após uma das condenações determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ela ficou presa por meses em Roma e responde em liberdade desde maio, quando a Suprema Corte italiana anulou decisões de instâncias inferiores.
Após deixar o Brasil, a ex-congressista foi incluída na lista vermelha da Interpol. A prisão ocorreu no fim de julho de 2025, em um apartamento no país europeu. Zambelli, que tem cidadania italiana, ficou detida no presídio feminino de Rebibbia, no norte de Roma.
Condenada duas vezes pelo Supremo
Carla Zambelli foi condenada em dois processos distintos pelo STF. Em ambos os casos, já houve a decretação do chamado trânsito em julgado, quando a decisão se torna definitiva e não há mais possibilidade de apresentação de recursos:
- 10 anos de prisão por falsidade ideológica e invasão do sistema de informática do Conselho Nacional de Justiça (CNJ): o pedido de extradição feito pelo governo brasileiro à Itália nesse processo foi negado porque a Justiça italiana entendeu que o ministro Alexandre de Moraes acumulou as funções de “juiz e vítima” na ação. A acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou que a ex-deputada e o hacker Walter Delgatti Neto produziram um falso mandado de prisão contra o magistrado.
- 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal: o caso ocorreu na véspera do segundo turno das eleições de 2022, quando Zambelli perseguiu o jornalista Luan Araújo com uma arma em punho no bairro dos Jardins, em São Paulo.
*Com informações do SBT News







