Vídeos de uma abordagem policial em um bar na Praça do Amparo, em Capela, circularam nas redes sociais e mostram agressões contra os donos do estabelecimento na noite do último domingo, 25. A advogada Roberta Helena, que presenciou o caso, denunciou a conduta dos agentes e afirma que pretende levar o caso à Corregedoria-Geral.
Segundo ela, a ocorrência começou por volta da meia-noite, enquanto pessoas estavam reunidas no local para comemorar o resultado das eleições. Seis viaturas do Batalhão de Polícia de Ações Táticas do Interior (BPATI) participaram da ação. A advogada questiona a forma de abordagem dos policiais.
A justificativa apresentada pelos agentes teria sido uma denúncia de perturbação do sossego. A denunciante contesta essa explicação e afirma que, no bar, havia apenas duas televisões ligadas, enquanto outros pontos da cidade também registravam som alto.
A advogada também relata que pessoas que trabalhavam no estabelecimento teriam sido agredidas e hostilizadas. Entre os casos mencionados, está o de Diana, apontada como proprietária do bar, que teria sido jogada durante a ação. Ela também cita um homem que teria tido a roupa rasgada.
Roberta afirma ainda que foi desrespeitada por um policial quando compareceu ao local como advogada. Segundo o relato, o agente teria mandado que ela se calasse, chamado-a de “moleque” e dito que só conversaria com ela quando se tornasse policial.
“Ele tem que saber que não existe hierarquia entre Judiciário, polícia e advocacia. Ele tem que me respeitar. Tem que respeitar a jovem advocacia, a mulher advogada e as pessoas que trabalharam para chegar até aqui”, disse.
No pronunciamento, Roberta também solicitou que as autoridades investiguem uma possível interferência política na abordagem, porém não foram apresentadas provas que confirmem a hipótese.
A advogada direcionou questionamentos ao secretário de Estado da Segurança Pública, João Eloy, e a Rogério Ferreira, a quem atribuiu responsabilidade pelo controle da atividade policial externa.
Até o fechamento desta matéria, não há um posicionamento oficial das forças de segurança sobre a denúncia.







