O vereador Isac Silveira (União) falou sobre a expectativa em relação à eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Aracaju e detalhou metas para o biênio 2027–2028. As declarações foram dadas antes da sessão especial realizada nesta quinta-feira, 1º.
“É sempre uma grande expectativa, pois este é um momento especial para o parlamento aracajuano. O que mais nos deixa alegres é exatamente o sentimento de koinonia, traduzido na construção de uma chapa que contou com a participação dos partidos mais proeminentes desta Casa e com a concordância dos pares. Ou seja, trata-se de uma Mesa Diretora nova, formada por novos nomes, mas que traz uma boa carga de experiência”, declarou Isac.
O parlamentar também revelou o diálogo mantido com a prefeita Emília Corrêa antes da votação. “Acabei de receber uma ligação muito carinhosa da prefeita Emília Corrêa, desejando-nos sucesso. Coloquei para ela que o diálogo, por mais que pareça clichê, é o elemento mais fundamental em uma relação institucional. É preciso exacerbar na discussão e na busca pelo consenso; caso contrário, perde-se o fio da meada. Quando há um terceiro intermediando as tratativas, muitas vezes não se alcança a verdade plena. Portanto, se nós dois conversarmos, dialogarmos e construirmos entendimentos, as dificuldades diminuirão”, destacou.
Isac detalhou a engenharia política para a montagem da chapa proporcional: “A princípio, construímos a ideia de que os partidos com maior bancada ocupassem as vagas da Mesa. Houve uma exceção no caso do PDT, que tinha a expectativa de integrar a composição, mas declinou em nome de um consenso maior e melhor. A vereadora Selma França seria a vice-presidente inicialmente, mas, após diálogo com o vereador Soneca, e em respeito à antiguidade dele, atendeu ao pedido e fez essa concessão. Sendo o PSD a maior bancada da Casa, com cinco vereadores, cabiam-lhe duas vagas na Mesa. Concluímos, assim, que o União Brasil, segundo maior partido, fique com a presidência, enquanto o PSD ocupa duas posições: a vice-presidência, com Alexsandro Soneca, e outro cargo com a vereadora Selma França. Avalio que contemplamos bem as forças políticas. O PSB, que possui três membros, conta agora com o Rodrigo Fontes, e o vereador Sávio já possui boa experiência e aguardava há tempos a oportunidade de compor a Mesa Diretora”, explicou.
Além disso, o vereador reafirmou o compromisso com a independência do Legislativo municipal. “Temos um compromisso muito claro com a sociedade de ampliação da capacidade fiscalizadora da Câmara. Há uma pressão social muito forte para que as instituições garantam transparência e prestem contas do seu papel. Uma Câmara de Vereadores que não fiscaliza, mas apenas legisla, perde sua função principal, que não é perseguir o Executivo, mas sim acompanhar, par e passo, as suas ações. Vamos criar a Comissão Permanente de Fiscalização e Controle para que todos os contratos, licitações ou dispensas de licitação efetuados pelo Executivo sejam imediatamente informados a esta Casa”, disse.
Ao reforçar o papel fiscalizador para o biênio 2027–2028, Isac concluiu: “A ideia, com muita humildade, é ampliar essa atuação. Quando você insere a sociedade nessa autonomia e independência, desvencilha-se de qualquer percepção político-eleitoral. Não é isso que queremos; não há intenção de perseguir a Prefeitura. Pelo contrário: queremos, unidos, construir os projetos e acompanhar sua execução exatamente como estabelece o arcabouço constitucional, cumprindo o princípio da impessoalidade e todos os demais preceitos da administração pública.”








