O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e o governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), levantaram uma imagem de Nossa Senhora Aparecida durante uma caminhada de campanha nesta segunda-feira, 28, no Centro de São Paulo.
A imagem foi entregue a Flávio por uma apoiadora que participava do ato. Em seguida, o senador e Tarcísio ergueram a imagem diante dos participantes.
O gesto ocorreu após a repercussão de publicações nas redes sociais que relacionaram Flávio Bolsonaro e políticos de direita a uma suposta intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
A informação que deu origem à repercussão foi posteriormente corrigida pela GloboNews. Não existe atualmente projeto em tramitação no Congresso com esse objetivo nem registro de uma mobilização organizada de evangélicos para retirar o título.
Uma proposta sobre o tema chegou a ser apresentada em 2007 pelo então deputado Professor Victorio Galli. O projeto previa substituir a expressão “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. O texto foi arquivado em 2008.
Nos últimos dias, publicações nas redes sociais passaram a associar o episódio a Flávio Bolsonaro e a outros políticos de direita. Flávio negou a existência de qualquer proposta nesse sentido.
Disputa na Justiça
A discussão também chegou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Supremo Tribunal Federal (STF). Na sexta-feira, 25, o ministro André Mendonça, do TSE, determinou, em decisão liminar, a remoção de publicações relacionadas ao episódio, entre elas uma postagem do humorista Antonio Tabet.
No domingo, 27, o ministro Flávio Dino, do STF, suspendeu os efeitos da decisão de Mendonça e permitiu a republicação da postagem. Segundo Dino, entre outros argumentos, a publicação não citava nominalmente Flávio Bolsonaro e deveria ser analisada à luz da proteção constitucional à liberdade de expressão.
Flávio e CNBB
No domingo, 27, durante uma agenda de campanha, Flávio Bolsonaro acusou o PT de ter criado uma “fake news” sobre Nossa Senhora Aparecida com participação de pessoas ligadas à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O candidato não apresentou provas da acusação.
A CNBB negou participação na produção ou divulgação de informações falsas relacionadas às eleições. Em nota, a entidade afirmou que acusações sem fatos e provas atingem a instituição e defendeu responsabilidade no processo eleitoral.








