A estratégia de vídeos apócrifos, com ataques contra a Saúde, Iguá e a narrativa da perseguição

Foto: Reprodução

Bastidores

Por Narcizo Machado

Nos bastidores da política, todos sabem de onde parte a iniciativa. Os vídeos, inclusive, desafiam a imprensa, pois, em quase cem por cento dos casos, não conseguimos concluir a apuração, descobrir a identidade das pessoas e o local dos fatos.

A reta final de campanha se tornou um verdadeiro tsunami desses vídeos apócrifos. A maioria deles vem da “página de notícias” @itabaianacomoeuvejo, que também, por que não dizer, pode ser chamada de “apócrifa”, já que não se sabe a quem pertence, ao menos oficialmente.

A palavra “apócrifo” vem do grego e significa “escondido”, “secreto”. Nestes vídeos, que miram críticas à Saúde e à Iguá, as pessoas não se identificam. Não mostram o rosto, sua identidade ou passam detalhes de onde o fato está ocorrendo.

No HUSE, as reclamações falam em atendimento ruim, superlotação, falta de medicação e até falta de copo descartável. Contra a Iguá, a narrativa é de falta de água, rigidez no corte de contas por atraso e altas taxas.

Se os fatos acontecem e os direitos são efetivos, qual o receio de as pessoas mostrarem seus rostos e mandarem o vídeo para toda a imprensa?

A resposta talvez resida na inteligente estratégia de se criar ou fortalecer a narrativa da perseguição. As pessoas não se identificam “por medo”.

Em tempos de redes sociais fortes, não é difícil entender por que fatos talvez comuns e isolados ganham tanta força numa reta final de campanha eleitoral.

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