A família de Wilson de Jesus, de 38 anos, está em busca de informações sobre o seu paradeiro. Segundo relatos, Wilson desapareceu após dar entrada no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), em Aracaju, depois de um acidente de trânsito em Simão Dias, no dia 5 de setembro.
Em entrevista ao Portal Fan F1, a tia de Wilson, Maria Auxiliadora de Jesus, aponta que o homem deixou a unidade hospitalar sem que os parentes fossem notificados sobre sua alta ou fuga. Já a Secretaria de Estado da Saúde (SES) destaca que o paciente deixou a unidade por decisão própria, sem a devida alta médica.
De acordo com ela, na segunda-feira, 7 de setembro, precisou buscar mantimentos de Wilson em casa e entrou em contato com a assistência social do hospital para solicitar que pudesse deixar a unidade temporariamente.
“Pedi autorização para a assistente social. Ela me autorizou. Deixei meu número de contato com ela, pedindo para ela que, se acontecesse alguma coisa, que ela me ligasse que eu retornaria às pressas, mas ela não ligou. Quando eu retornei no dia seguinte, às 11 horas da manhã, eles me alegaram que ele tinha fugido”, disse Maria.
Ao buscar mais informações sobre a suposta fuga, a mulher relata que buscou a ouvidoria e, desta vez, soube que o paciente havia recebi alto.
“Quando eu pedi para poder olhar as câmeras para onde ele se deslocou, elas foram lá, me levaram para uma sala, chegando lá, constou que tinha dado baixa para ele, no caso tinha dado alta. E que poderia segurar ele, quando o paciente pedia para ir embora, eles não poderiam segurar”, completou.
Maria acrescenta que Wilson estava debilitado e não teria condições de ser liberado ou de conseguir deixar o local desacompanhado.
“O médico pediu para aguardar aproximadamente uns cinco dias para ir fazer uns exames, para ver o quadro de evolução, que ele estava com coágulo no cérebro, e não tinha data prevista de alta, podia ser 15 dias e podia ser mais. E eles deram alta, sem comunicar à família”, afirmou.
Sem respostas por parte da administração hospitalar, a família procurou a polícia para registrar o caso. No Boletim de Ocorrência registrado junto à Polícia Civil, consta o relato das circunstâncias do desaparecimento.
“Até hoje, estamos sem notícias dele, continua desaparecido. E eu me sinto culpada por ter saído do lado dele, que se eu soubesse que isso ia acontecer… Eu pedi a minha família, pedi a um, pedi a outro a ficar com ele. Eu fui obrigada a sair e deixar ele aqui”, finalizou.
Em nota, a SES informou que, por ser maior de idade, a decisão sobre a continuidade do atendimento cabe ao próprio paciente.
“Durante a permanência na unidade, foram adotados os protocolos assistenciais pertinentes, e permanece à disposição dos órgãos competentes para os esclarecimentos necessários”, diz o comunicado.
A Polícia Civil confirmou o recebimento da ocorrência referente ao desaparecimento do homem.
O registro foi encaminhado à 8ª Delegacia Metropolitana, unidade responsável pela área onde está localizada a unidade hospitalar, que adotará as providências necessárias para esclarecer as circunstâncias e verificar seu paradeiro.
Informações que possam contribuir para a localização podem ser repassadas ao Disque-Denúncia, pelo telefone 181. O sigilo do comunicante é garantido.








