Selma afirma que não houve contato de Emília sobre exonerações e aponta desrespeito: “Ela me tirou pela porta dos fundos”

A vereador Selma França (PSD) concedeu entrevista à reportagem do Jornal da Fan desta quarta-feira, 16, e falou sobre a saída da base da prefeita Emília Corrêa na Câmara de Aracaju e a exoneração de seus cargos da prefeitura da capital.

As exonerações ocorreram após uma reunião da prefeita Emília com os vereadores aliados, que não contou com a participação de Selma. A vereadora afirmou ter sido “pega de surpresa” com as exonerações e diz compreender que o fato faz parte do contexto eleitoral. Porém, questionou o fato da reação ter sido apenas contra elas depois da casa legislativa aprovar alguns vetos.

“Eu acho que essa pergunta não deve ser pra mim, não, porque quando eu fui convidada pra fazer parte da base e com o apoio do meu líder, que hoje é o governo do Estado, que é o nosso governo do Fábio Mitidieri, eu vim pra fazer parte e dar sustentabilidade a todos os projetos que vinham pra essa casa, como ela mesmo disse, participar da governabilidade. Então, realmente existiam outras pessoas que votaram, outros vereadores também, assim como eu, fizeram, mas infelizmente eu não sei, porque o alvo foi só pra mim. Talvez até o saiba o que tem por trás disso”, comentou.

Selma revelou estar chateada pela maneira como as medidas foram tomadas expressou ainda que Emília faltou com respeito ao tomar esta decisão. “Quando eu fui convidada a fazer parte da base, eu entrei, eu sentei no gabinete dela, eu tomei uma aguinha gelada, tomei um café quente, perguntaram se eu queria mais, teve tapa nas costas. Então eu fui muito bem recebida, não nego. Mas infelizmente, ela me tirou pela porta dos fundos. E isso pra mim, vindo de uma mulher, pra mim isso foi o que me magoou. Até porque as pessoas que estavam, são pessoas, inclusive tem delas que foi eleitora dela. E ela não teve um pingo de respeito. Porque respeito, consideração, educação, não é pra todo mundo”, disse.

A vereadora foi questionada ainda se haveria interferência do governador Fábio na Câmara e se ele seria perseguidor da prefeita, como afirmou Emília em entrevista.

“Eu desconheço, até porque se tivesse interferência, ele não teria deixado eu ir. Se eu sou tia dele e ele deixou, para que eu pudesse fortalecer e dar sustentabilidade à gestão, então eu não vejo por que ela está dizendo isso. […] Manda o povo fazer a análise. Quem persegue quem? Vamos assim? Porque eu acredito que aquela votação que teve aqui, que foi o que disseram, da base não só fui eu. Na verdade, deixa o povo fazer a análise, deixa o povo pensar, que é por cá, deixa o povo pensar que é por cargo, e vamos para frente”, pontuou.

Selma comentou ainda que não houve nenhum contato prévio da prefeita sobre as exonerações.

“Surpreendida pela maneira que foi feita. A coisa é porque eu acho que, como eu já disse, partindo de uma mulher, a falta de respeito de outra mulher, e como sempre a respeitei, como sempre torci pela gestão, por ser mulher que desse certo. Várias vezes eu falei para ela, torça, Emília, por você. Porque você é mulher igual a mim. A gente vai fazer acontecer. E eu nunca fui contra os projetos. E todas as minhas indicações aqui nessa casa foi pra valorizar a gestão e mostrar aquilo que era benefício pro povo. […]Eu não recebi nenhuma ligação, eu não recebi nenhuma mensagem, mas isso não me diminui, não me aumenta. Não muda a minha vida isso, entendeu? Então, é vida que segue, eu já disse”, disse.



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