O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na noite dessa quinta-feira, 10, a retirada do sigilo dos principais procedimentos e inquéritos que integram o caso Banco Master na Corte. A decisão atendeu a uma solicitação “de ofício” formulada pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin.
A decisão de Fachin sustentou que o acervo que envolve as trocas de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro guarda relação com o caso e será analisado pelo Plenário do STF. O presidente da Corte apontou a necessidade de dar publicidade às investigações que resultaram na prisão do controlador do Banco Master, ressalvando apenas as diligências operacionais que exigem segredo para a sua execução.
“Registro, ainda, que estão sendo adotadas as providências administrativas necessárias à remessa de cópia integral dos referidos autos, em HD próprio, à Presidência e aos Gabinetes dos eminentes ministros”, destacou Mendonça no despacho liberado.
Com a queda do sigilo, tornou-se público um conjunto de petições, reclamações e peças periciais que envolvem as operações financeiras do banqueiro Daniel Vorcaro e o histórico de apurações da Polícia Federal sobre o caso.
Contudo, a liberação promovida por Mendonça não foi irrestrita. Permanecem em segredo de justiça os desdobramentos que investigam o financiamento do filme Dark Horse, longa-metragem que retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e as apurações que citam a relação entre o senador Jaques Wagner (PT/BA) e o ex-sócio do Banco Master, Augusto Ferreira Lima.
*Com informações do G1 e da CNN








