Uma operação foi deflagrada na manhã desta terça-feira, 25, contra fraudes e desvios de verbas públicas em contratos da Prefeitura de Aracaju e da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) em relação aos contratos emergenciais de limpeza urbana e outras contratações municipais.
A operação, batizada de Histograma, foi deflagrada pela Polícia Civil de Sergipe, por meio do Departamento de Crimes contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap), com apoio do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) e do Ministério Público da Bahia, e cumpre 12 mandados de busca e apreensão entre empresas públicas, empresas privadas e pessoas físicas
Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a empresas públicas, empresas privadas e pessoas físicas, dentre eles, o ex-presidente da Emsurb, Hugo Esoj, nas cidades de Aracaju, Barra dos Coqueiros e no estado da Bahia.
Na Emsurb foram recolhidos documentos e computadores. Já no prédio da prefeitura de Aracaju o alvo foi a Secretaria Municipal do Planejamento, Orçamento e Gestão – SEPLOG.
De acordo com a Polícia Civil, a investigação teve início após o recebimento de uma notícia-crime sobre graves irregularidades em contratos emergenciais do setor de limpeza urbana, no âmbito da Emsurb. As diligências investigativas constataram uma série de atipicidades e inconsistências documentais, indicando que a empresa contratada começou a atuar oferecendo descontos expressivos nos serviços de limpeza urbana, se comparados aos valores do projeto básico estabelecido pelo próprio órgão.
Contudo, em contratos subsequentes firmados no mesmo ano, houve aumentos drásticos nas tarifas unitárias, eliminando a vantagem inicial e indicando uma provável recomposição artificial de preços.
Paralelamente, a empresa investigada também ampliou sua presença no município ao vencer um novo certame de grande vulto na Secretaria Municipal da Educação (Semed).
A ação foi realizada por policiais da Departamento de Crimes contra a Ordem Tributária e Administração Pública – Deotap, do Departamento de Crimes contra o Patrimônio – Depatri, e também do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope).








