Após operação contra a prefeitura de Aracaju, Delegado-geral nega perseguição e declara: “Não estamos caçando alvos premeditadamente”

Em coletiva de imprensa realizada após a operação deflagrada na manhã desta terça-feira, 25, o delegado-geral da Polícia Civil Thiago Leandro trouxe mais detalhes sobre a ação conjunta que mira contratos emergenciais de limpeza urbana na gestão de Aracaju.

Segundo o delegado-geral, a operação já vinha sendo preparada devido aos fortes indícios de crimes contra a administração pública e indicou que novas ações podem ser realizadas.

“Envolve questão de licitatória e outras questões, é uma pauta muito importante a questão da coleta do lixo, que envolve a questão de saúde pública também, então a Polícia Civil vinha já em uma investigação complexa, que não se iniciou hoje, vem há um tempo se organizando para conseguirmos deflagrar hoje a operação. Agora aguardaremos as fases de Polícia Científica e posteriormente se for necessário realizaremos novas operações com busca de apreensão e o que for preciso”, declarou.

O delegado foi questionado sobre possível perseguição contra a gestão de Aracaju, mas negou e reforçou sobre a importância da atuação da SSP.

“A Polícia Civil e as Secretarias de Segurança Públicas ficam muito tranquilos contra isso porque já que essa delegacia aqui, esse departamento, ele não apura crime somente da prefeitura de Aracaju. Nós temos ‘n’ prefeituras sendo investigadas, entendeu? ‘N’ processos que ocorrem, muitos em segredo de justiça, então isso são críticas totalmente descabidas, entendeu? A Polícia Civil é uma instituição de Estado, não é uma instituição de governo, então nossos profissionais, nossos delegados, nossos oficiais estão preparados para trazer a verdade sobre os fatos, a veracidade, nós não estamos caçando alvos premeditadamente”, frisou.

Operação Histograma

A operação, batizada de Histograma, foi deflagrada pela Polícia Civil de Sergipe, por meio do Departamento de Crimes contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap), com apoio do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) e do Ministério Público da Bahia, e cumpre 12 mandados de busca e apreensão entre empresas públicas, empresas privadas e pessoas físicas, dentre eles, o ex-presidente da Emsurb, Hugo Esoj, nas cidades de Aracaju, Barra dos Coqueiros e no estado da Bahia.

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