Uma operação deflagrada nesta terça-feira, 18, em Aracaju e Nossa Senhora do Socorro, resultou no cumprimento de 13 mandados de prisão temporária e 9 de busca e apreensão foram cumpridos, além da apreensão de armas e drogas.
A ação mirou uma organização criminosa investigada por tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro. As investigações tiveram início em agosto de 2024, durante a primeira fase da operação.
Na ocasião, um suspeito foi preso em um condomínio onde também foram apreendidos aproximadamente 34 kg de maconha, 5 kg de cocaína e quase 100 kg de produtos químicos utilizados na manipulação e mistura de pasta base de cocaína, além de equipamentos empregados no preparo, na embalagem e na comercialização dos entorpecentes. O material encontrado indicava a existência de um laboratório clandestino voltado à produção e ao beneficiamento de drogas.
Com o aprofundamento das apurações, foram deflagradas a segunda e a terceira fases da operação, que resultaram na prisão de outras 17 pessoas, incluindo o fornecedor dos produtos químicos utilizados pelo grupo criminoso, identificado no estado de São Paulo.
No decorrer das investigações, também foram reunidos indícios de ocultação e dissimulação de valores provenientes das atividades ilícitas, mediante o uso de contas bancárias de terceiros e a realização de depósitos fracionados. As análises financeiras apontaram, ainda, um padrão de vida incompatível com a renda formalmente declarada pelos investigados.
A operação contou com o apoio do Departamento de Narcóticos da Polícia Civil de Sergipe (DENARC/SE), da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (BOPE/SE), da Companhia Independente de Policiamento com Cães (CIPcães), do Grupo de Operações Penitenciárias Especiais (GOPE) e do Grupo Tático Operacional (GTOP) da Polícia Penal.
A FICCO/SE é composta por integrantes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e da Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN), atuando de forma integrada no enfrentamento das organizações criminosas e na repressão qualificada ao crime organizado.








