O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça deve decidir, nos próximos dias, o futuro da custódia do ex-banqueiro Daniel Vorcaro no âmbito do chamado caso Master. A tendência é que, caso a proposta de delação premiada não avance na análise da Procuradoria-Geral da República (PGR), ele seja retirado da carceragem da Polícia Federal em Brasília e encaminhado para um presídio comum.
Segundo informações de bastidores, a PGR ainda está finalizando a checagem do material apresentado pela defesa de Vorcaro, que protocolou uma nova versão da colaboração no início de junho. A Polícia Federal já havia rejeitado anteriormente a proposta, pela segunda vez, por entender que os elementos apresentados não tinham consistência suficiente.
Atualmente, Vorcaro permanece sob custódia na Superintendência da PF no Distrito Federal, situação que estaria diretamente ligada às tratativas envolvendo um possível acordo de colaboração. Sem perspectiva de avanço nas negociações, cresce a possibilidade de transferência para uma unidade prisional comum, com a Papuda, em Brasília, sendo apontada como destino mais provável.
A avaliação entre investigadores e auxiliares do caso é de que a mudança de regime de custódia não ocorreria de forma automática após a manifestação da PGR, mas sim como consequência do encerramento definitivo das tratativas da delação.
A nova proposta apresentada pela defesa teria ampliado o conteúdo da colaboração, incluindo novos relatos sobre a atuação do ex-banqueiro e possíveis relações com integrantes de diferentes poderes. O material também cita supostos repasses e vínculos envolvendo nomes como os senadores Flávio Bolsonaro e Ciro Nogueira, além de menções a um financiamento ligado à produção do filme Dark Horse, a pedido político.
Do outro lado, a defesa de Vorcaro afirma que a proposta foi totalmente reformulada e traz informações inéditas, defendendo que há avanços relevantes em relação às versões anteriores e que o acordo deveria ser aceito pelas autoridades.
Agora, a decisão final depende da análise da PGR, que deve indicar nos próximos dias se há ou não base suficiente para a formalização da delação premiada, definição que também pode impactar diretamente o local de custódia do ex-banqueiro.








