A dois dias do início da Copa do Mundo de 2026, a rigidez na segurança e a tensão geopolítica nos Estados Unidos estão gerando fortes controvérsias e alterando a logística de algumas seleções participantes.
A Federação de Futebol do Irã denunciou nesta terça-feira, 9, o cancelamento de sua cota de 8% de ingressos, impossibilitando a presença de torcedores que já tinham viagens planejadas, enquanto a própria seleção iraniana foi proibida de pernoitar em território americano devido aos recentes conflitos militares com forças americanas e israelenses.
A situação do Irã é uma das mais complexas, obrigando o elenco de 26 jogadores a se concentrar em Tijuana, no México. O visto concedido pelas autoridades norte-americanas permite apenas a entrada temporária para treinamentos e partidas, exigindo que a delegação retorne ao território mexicano imediatamente após cada compromisso nos Estados Unidos.
Paralelamente, seleções como as de Senegal e Uzbequistão relataram tratamento excessivo na chegada ao país, incluindo revistas com detectores de metal na pista de pouso. Além disso, árbitro da Somália escalado pela Fifa, foi barrado no aeroporto e impedido de participar do torneio mesmo possuindo visto válido.
A onda de abordagens severas e restrições migratórias por parte das autoridades norte-americanas ligou o sinal de alerta entre as confederações internacionais e gera forte mal-estar às vésperas da abertura oficial da competição que começa nesta quinta-feira, 11.
*Com informações do G1








