Durante agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Lagarto, no Centro-Sul sergipano, nesta sexta-feira, 29, o prefeito Sérgio Reis aproveitou o discurso para defender novos investimentos na saúde pública do município e reivindicar a implantação de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas. O pedido recebeu resposta positiva do presidente da República.
Em sua fala, Sérgio Reis iniciou agradecendo ao presidente Lula pelos investimentos realizados em Lagarto ao longo dos governos petistas e afirmou que o município vive um novo momento graças às ações federais nas áreas da saúde, educação e assistência social.
“Lagarto é o que é hoje graças ao seu governo”, declarou o prefeito.
Sérgio destacou a presença do Hospital Universitário, da Universidade Federal com curso de Medicina e dos novos investimentos anunciados pelo governo federal para o município. Ele também agradeceu ao presidente do Hospital de Amor, Henrique Prata, pela decisão de instalar a unidade oncológica no interior sergipano.
Ao mencionar a área da saúde, o prefeito afirmou que Lagarto busca consolidar-se como um polo regional de atendimento médico, mas ressaltou que a cidade ainda enfrenta uma deficiência importante na rede de urgência e emergência.
“Lagarto quer um polo de saúde, presidente. Não tem uma UPA 24 horas. Não tem, presidente”, afirmou.
Sérgio Reis relatou ainda que parlamentares da bancada federal já haviam se comprometido em buscar recursos para a obra, citando o senador Rogério Carvalho e o deputado federal Fábio Reis. Segundo ele, a expectativa era que os investimentos fossem viabilizados apenas no próximo ano, mas o prefeito decidiu aproveitar a presença de Lula para reforçar pessoalmente o pedido.
“Eu não poderia deixar de pedir aqui”, disse.
Na sequência, o presidente Lula respondeu diretamente à reivindicação do prefeito e anunciou que Lagarto também deverá receber uma policlínica.
“Prefeito, você pediu uma UPA e ganhou a Policlínica. Essa eu não falei, mas você ganhou a Policlínica. Mas agora vamos lhe dar uma UPA”, declarou.
O presidente ponderou, no entanto, que o governo federal enfrenta limitações impostas pelo calendário eleitoral, que restringe novos anúncios e contratos a partir do dia 3 de julho.
“Nós temos um problema porque a gente só pode anunciar coisa nova até o dia 3 de julho. A legislação eleitoral impede que a gente faça novos contratos a partir de 3 de julho”, explicou.
Apesar disso, Lula garantiu que a reivindicação será tratada com prioridade pelo Ministério da Saúde.
“Ele vai tentar levar muito a sério a sua reivindicação”, afirmou o presidente ao citar integrantes da equipe ministerial presentes no evento.








