Presidente do Hospital de Amor revela impasse sobre instalação em Lagarto e diz que “solução nasceu do coração” de Lula

Henrique Prata e Lula

Durante agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Sergipe, nesta sexta-feira, 29, o presidente do Hospital de Amor, Henrique Prata, revelou detalhes dos bastidores da implantação da unidade em Lagarto, no Centro-Sul sergipano, e afirmou que a solução para um impasse envolvendo a abertura do hospital “nasceu do coração” do presidente da República.

A declaração foi feita durante o segundo compromisso de Lula no estado, em um discurso marcado por agradecimentos a lideranças políticas, instituições e apoiadores que participaram da construção do projeto.

Segundo Henrique Prata, a chegada do Hospital de Amor a Sergipe começou após um convite do senador Eduardo Amorim, que apresentou a ele um levantamento sobre as origens da família Prata na região de Simão Dias e Lagarto.

“Eu não sabia que eu tinha uma família aqui, que há 200 anos atrás já fazia o que eu faço hoje”, afirmou.

Ele relembrou ainda o apoio recebido do então governador Belivaldo Chagas, que buscou junto ao Hospital de Barretos alternativas para ampliar o tratamento oncológico em Sergipe, além do suporte da bancada federal, prefeitos, parlamentares e entidades da sociedade civil.

No discurso, Henrique Prata destacou a doação do terreno feita pela então prefeita Hilda Ribeiro, a realização de leilões beneficentes organizados pela Associação de Vaquejada, além de parcerias com o Hospital Universitário e com a Igreja dos Mórmons, que doou um equipamento de radioterapia.

O presidente do Hospital de Amor também revelou que a implantação da unidade enfrentou um impasse jurídico e administrativo após a destinação de recursos obrigatórios para tratamento do câncer em Aracaju, o que teria criado dificuldades para a existência de dois grandes serviços oncológicos no estado.

“Não poderia existir. E aí está a cereja do bolo agora”, declarou.

Segundo ele, a solução surgiu após uma intervenção direta do presidente Lula durante discussões com o Ministério da Saúde.

“Na discussão que não tinha como ter dois hospitais, eu quero mostrar para o Brasil inteiro que a solução nasceu do coração desse presidente chamado Luiz Inácio Lula da Silva”, disse.

Ainda de acordo com Henrique Prata, Lula teria questionado a ministra da Saúde sobre a inexistência de mecanismos legais que permitissem a manutenção dos dois serviços. “O que não tem vai ter que ter. Vamos criar esse interestadual”, relatou.

O presidente do Hospital de Amor afirmou que foi criada uma rubrica inédita no país para permitir o funcionamento da unidade em Lagarto, priorizando o atendimento da população mais pobre do agreste sergipano.

“Foi a primeira rubrica do país que deu a condição de que nós pudéssemos estar aqui abertos, de portas abertas”, afirmou.

Ao encerrar a fala, Henrique Prata disse que a implantação do hospital em Sergipe foi resultado de uma “vontade absoluta de Deus” e agradeceu ao presidente Lula, ao ministro Alexandre Padilha e às lideranças envolvidas no projeto.

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