Moradores do povoado Lagoa do Capunga, no município de Moita Bonita, denunciaram a situação de abandono da lagoa da comunidade após o aparecimento de peixes mortos e o acúmulo de vegetação e sujeira no local. As reclamações foram feitas durante entrevista concedida no Jornal da Fan, da Rádio Fan FM, nesta segunda-feira, 18.
Segundo os moradores, o problema se arrasta há pelo menos quatro meses. Pescadores relataram dificuldade para retirar água da lagoa e também para pescar devido à grande quantidade de vegetação na superfície.
“Para pegar água está ruim, para pescar pior ainda”, afirmou um morador da comunidade.
Durante a reportagem, foram mostrados diversos peixes mortos boiando na lagoa. Os moradores afirmam que o espaço, que conta com quiosques e estrutura de lazer, poderia ser utilizado para turismo e convivência da população, mas estaria sem manutenção.
Um dos entrevistados atribuiu a morte dos peixes à poluição da água e ao acúmulo de resíduos na lagoa. Ele contestou a versão apresentada pela prefeitura de que as mortes teriam sido provocadas por um choque térmico após as chuvas recentes.
“Choque térmico não tem nada. É poluição que está tomando conta”, declarou.
Uma moradora também criticou a situação da orla e afirmou que a lagoa está abandonada há anos. Segundo ela, moradores chegaram a registrar imagens dos peixes mortos e encaminharam denúncias às autoridades.
A mulher afirmou ainda que utiliza água da lagoa para atividades domésticas após ter o abastecimento interrompido em sua residência. Durante a entrevista, o repórter questionou o uso da água diante das denúncias de contaminação.
Em resposta, a moradora afirmou que segue utilizando a água da lagoa, mesmo nesta situação, além de um chafariz, também localizado na região, que, segundo ela, tem sido usado pela gestão para abastecer carros-pipa.
“Não existe botar água para o carro-pipa da caixa, tem que ser dos poços que estão cheios lá embaixo para as casas do povo. Ele não mandou encanar? Ele tem que botar água”, finalizou a mulher.
O Portal Fan F1 contatou a Prefeitura do município para um posicionamento acerca da situação mas, até a publicação da matéria, não obteve retorno. O espaço segue aberto para esclarecimentos.







