“Amanhã você amanhece morto”, diz deputado goiano após ameaçar colega

O deputado estadual Major Araújo (PL-GO) solicitou à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) autorização para portar arma no Plenário após um bate-boca com o deputado Amauri Ribeiro (PL). O confronto ocorreu na última quinta-feira, 7.

“Põe a mão em mim para você ver. Amanhã você amanhece morto”, declarou Major Araújo no calor da discussão. Ribeiro havia criticado a ausência do senador Wilder Morais (PL-GO) na sabatina de Jorge Messias ao STF. Major Araújo saiu em defesa de Morais e foi chamado de “soldadinho de brinquedo”.

Segundo o Congresso de Fato, o embate se acirrou e a sessão plenária teve de ser suspensa. Na terça-feira,12, o Major Araújo retornou à tribuna para comunicar à Mesa Diretora que protocolou o requerimento.

“Tenho sido alvo de ameaça, agressão, de ser chamado para os tapas e eu não vou disputar nada nos tapas. Se alguém me triscar a mão, eu tenho que exercer o meu direito de legítima defesa garantido pela Constituição e pela lei penal”, alegou.

De acordo com o veículo, o deputado Amauri Ribeiro tem sido acompanhado por policiais, enquanto ele não dispõe da mesma proteção. “É um pedido alternativo: ou que cada um deputado tenha um policial para chamar de seu, ou que pelo menos me permita aqui vir ao Plenário preparado para exercer o meu direito à legítima defesa”, declarou.

O presidente da Alego, Bruno Peixoto (União), recusou o pedido. “Está terminantemente proibido e não será liberado a este ou aquele parlamentar portar arma de fogo. Isso está proibido e não é admissível”, afirmou.

Ainda segundo o jornal, ao término da sessão, Amauri Ribeiro retomou o assunto e relatou ter conversado com o senador Wilder Morais, que não se sentiu ofendido pelas suas críticas. “Estranho algumas pessoas se sentirem ofendidas, quando o citado não se ofendeu”, declarou.

Ribeiro afirmou que não porta arma em hipótese alguma e classificou o requerimento como “inadmissível”. O deputado estadual acrescentou ainda que acionou a Justiça contra o colega em razão da ameaça.

*Com informações do Congresso em Foco

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