Pelo segundo mês consecutivo, o preço da cesta básica aumentou em todas as 27 capitais brasileiras pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em Aracaju, a alta foi de 3,49% em abril de 2026, na comparação com março, fazendo o conjunto de alimentos chegar a R$ 619,32.
Apesar do aumento, a capital sergipana registrou a cesta básica mais barata entre todas as capitais do país. O levantamento faz parte da parceria firmada entre o Dieese e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que ampliou a pesquisa de preços de 17 para 27 capitais brasileiras.
Entre as capitais do Nordeste, Aracaju também apresentou o menor custo da cesta básica. No acumulado de 12 meses, a alta registrada na capital sergipana foi de 6,79%. Já nos primeiros quatro meses de 2026, o aumento acumulado chegou a 14,80%.
Os produtos que mais pressionaram o preço da cesta em Aracaju entre março e abril foram o tomate, com alta de 12,12%, a banana (8,44%), o leite integral (8,18%), o arroz agulhinha (7,59%) e o feijão carioca (4,80%).
Também apresentaram aumento a farinha de mandioca (4,17%). Já o pão francês e o açúcar cristal permaneceram estáveis no período.
Por outro lado, alguns itens tiveram redução nos preços médios, como a manteiga (-1,99%), o óleo de soja (-1,20%), o café em pó (-0,74%) e a carne bovina de primeira (-0,05%).
No acumulado do primeiro quadrimestre do ano, o tomate foi o produto com maior variação, acumulando alta de 122%. O feijão carioca subiu 24,15% e a banana, 20,05%.
Segundo o Dieese, um trabalhador de Aracaju remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.621 precisou trabalhar 84 horas e 3 minutos para comprar a cesta básica em abril. No mês anterior, eram necessárias 81 horas e 13 minutos.
Considerando o salário mínimo líquido, após desconto da Previdência Social, o trabalhador comprometeu 41,30% da renda mensal para adquirir os produtos básicos de alimentação.








