“Como se ela tivesse parado no tempo”, diz Nelson Felipe sobre decisão que retoma mão dupla na Av. Nestor Sampaio; SMTT irá recorrer

Em entrevista concedida ao Jornal da Fan, da Rádio Fan FM, na manhã desta quarta-feira, 6, o superintendente municipal de Transportes e Trânsito (SMTT), Nelson Felipe, afirmou que a Prefeitura de Aracaju irá recorrer da decisão da Justiça de Sergipe que determinou o retorno do fluxo em mão dupla na Avenida Padre Nestor Sampaio, na capital.

Na ocasião, ele destacou que o município pretende apresentar recurso para manter o atual modelo de circulação na via e informou que já existe um novo projeto de mobilidade urbana relacionado à região.

“A decisão da prefeita e da gente aqui na SMTT, foi entrar com apelação para que permaneça desse jeito. Eu posso dizer já de primeira mão pra você, nós já temos um novo projeto, usando a rua Lourival Chagas, nós vindo desde lá daquele retorno da igreja Quadrangular ali na Pedro Valadares, modificando a geometria do retorno. E essa nova, essa nova circulação viria desde lá da Lourival Chagas chegando até a Avenida Augusto Franco. Então assim, seria uma nova circulação que iria trazer muito mais benefícios e também ajudaria naquela situação do bairro Luzia e adjacentes”, explicou.

Nelson Felipe também pontuou que houve estudo técnico prévio para a alteração viária e argumentou que a decisão judicial foi baseada em um cenário antigo da região, desconsiderando mudanças ocorridas ao longo dos últimos cinco anos, como crescimento populacional e aumento da frota de veículos.

“Vamos recorrer e vamos demonstrar […] Foi apresentado estudo técnico, inclusive com contagem de veículos na época. Mas o que nos surpreende, mais ainda é que assim: veja, essa ação é uma ação de 2021, ou seja, cinco anos atrás. Após a negativa da liminar pedida naquele ano, houve uma negativa de liminar, né, para a inversão, na verdade para o retorno da via… após isso não houve mais nenhum tipo de manifestação. Para você ter uma ideia, nós estamos aqui na SMTT, na gestão da prefeitura, desde janeiro do ano passado. Em momento nenhum a SMTT foi incitada a se manifestar. Ou seja, a decisão que saiu agora, nesse final de mês de abril, ela teve um… é como se ela tivesse parado no tempo. Ou seja, não foi considerado os cinco anos que se passaram, as condições que mudaram… ou seja, o efeito foi um efeito tardio da decisão. Uma decisão que foi tomada em 2026 como se fosse em 2021. Então assim, não foi contado o aumento populacional da região, não foi contado o aumento de veículos”, finaliza.

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