Mãe de jovens assassinados no Fernando Collor relata nova ação policial e questiona excessos; PM nega e cita abordagem de rotina

Ao Jornal da Fan desta quarta-feira, 22, Joseilde Gomes, mãe de dois dos quatro jovens assassinados após uma ação policial no Conjunto Fernando Collor, em Nossa Senhora do Socorro, em dezembro do ano passado, relatou e questionou uma ação policial contra ela e familiares no último sábado, 18.

Segundo Joseilde, ela estavam em sua residência, também em Socorro, quando foi surpreendida pela chegada de quatro policiais.

“Estava o meu sobrinho junto com as minhas duas noras, e a minha sobrinha e o esposo estavam aqui se organizando porque iam para um evento, […] quando de repente passou uma viatura, freiou bruscamente na porta da casa, pegou o marido da minha sobrinha e colocou do lado do portão, e ficou aqui alegando que era uma abordagem de rotina. Que não tinha motivo, pois eram jovens saindo de casa normalmente e parados na frente da casa”, relatou.

Ela contou ainda que foi até a porta da casa saber o que estava acontecendo e perguntei: “Pois não, o que está acontecendo”. Ele disse: aqui é uma abordagem de rotina. Então eu disse ‘pode trabalhar’.

Contudo, Joseilde relata que a abordagem começou a ter excessos, principalmente com uso de palavras agressivas. “Ele queria forçar a entrada na casa e eu disse ‘não, aqui o senhor não entra’. Ele imediatamente me empurrou e com esse empurrão ele ficou ali na moto forçando para me mostrar [que entrou]. Meu sobrinho tava saindo do quarto, viu toda aquela confusão e ligou celular e começou a gravar”, conta. Em seguida, ela relata que o policial passou a intimidar o jovem para que parasse com a gravação.

Ainda na entrevista, Joseilde mostrou marcas roxas no braço após o fato.

O porta-voz da Polícia Militar, o Tenente-Coronel Edson, também ouvido pelo Jornal da Fan, explicou que tratou-se de uma abordagem de rotina, os agentes agiram após observar um homem em atitude suspeita e que ao realizar a abordagem, um segundo homem saiu da residência fazendo gravações e desacatando a guarnição.

Coronel Edson disse ainda que não houve busca domiciliar e em seguida a ocorrência foi finalizada.

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