O presidente Lula expressou sua desaprovação durante a cúpula que ocorreu na Alemanha, nesta segunda-feira, 20, em relação ao bloqueio imposto pelo presidente Donald Trump, que impediu a África do Sul de integrar o Grupo dos 20 (G20), uma organização econômica europeia.
No dia 26 de novembro do ano passado, o presidente dos Estados Unidos decidiu cancelar a participação da África no G20 e anunciou que o país não receberia convites para o encontro deste ano, alegando que “o governo sul-africano se recusa a reconhecer ou abordar os horríveis abusos dos direitos humanos sofridos pelos Africâneres e outros descendentes de colonos holandeses, franceses e alemães”.
Além disso, o presidente informou ainda que o governo dos Estados Unidos suspenderia de imediato o repasse de pagamentos e subsídios para o país africano.
O presidente brasileiro se manifestou em oposição à possibilidade de veto, por parte do governo dos Estados Unidos, à inclusão da África do Sul no G20, o fórum que reúne as maiores economias do mundo mais a União Europeia (UE).
Em uma entrevista em Hanôver, na Alemanha, depois de se encontrar com o chanceler Friedrich Merz, o presidente afirmou que, se fosse Ramaphosa, ele participaria do G20 não como convidado, mas como membro fundador.
“Eu disse ao Ramaphosa [presidente da África do Sul], esta semana, que os Estados Unidos não têm o direito de proibir um membro fundador do G20 de participar do bloco. Eu disse ao Ramaphosa que ele deve comparecer ao G20. Ele não pode deixar de ir porque o Trump disse para ele não ir. Vamos lá ver o que vai acontecer, se vão deixar ele entrar ou não.”, afirmou Lula.
Ao ser indagado por repórteres, Lula enfatizou que as declarações de Trump sobre um “genocídio branco” na nação africana não são verdadeiras, e que ele não possui nem a autoridade nem a capacidade de impedir a presença de um país do G20, o que debilitariam o grupo.
“Se vai tirar a África do Sul hoje, daqui a pouco vão tirar a Alemanha, depois vão tirar o Brasil. Se a gente não se juntar, dar as mãos, eles vão tirando um por um. Aqui não é o Conselho da Paz [criado e controlado por Donald Trump, presidente dos EUA]”.
* Com informações da Agência Brasil e CNN








