As quedas da própria altura seguem entre as principais causas de atendimento hospitalar em Sergipe, com maior incidência entre idosos. Dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES) apontam que o Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse) registrou 661 atendimentos desse tipo em 2025. Em 2026, até o momento, já foram contabilizados 46 casos.
O levantamento mostra a variação dos atendimentos nos últimos anos. Em 2022, foram registrados 619 casos; em 2023, 620; em 2024, 624; em 2025, 661; e, em 2026, 46 ocorrências até agora. No período analisado, o total chega a 2.570 atendimentos relacionados a quedas da própria altura.
Esse tipo de acidente, geralmente causado por tropeços, escorregões ou perda de equilíbrio, pode provocar lesões graves, como fraturas e traumatismos cranianos, frequentemente exigindo atendimento especializado e internação.
Entre os pacientes atendidos está o aposentado Cícero Cosme Rocha, de 81 anos, natural de Ilha das Flores, que sofreu uma queda em casa. “Fui descer a escada, caí e bati a cabeça no chão. Fui levado primeiro para o hospital da Barra dos Coqueiros e depois encaminhado para o Huse. Aqui fui bem atendido, não faltou nada”, relatou.
Segundo o médico ortopedista Antônio Cabral, responsável técnico pelo serviço de ortopedia do Huse, a prevenção é a principal forma de reduzir esse tipo de ocorrência. “Apesar de parecerem simples, as quedas podem trazer consequências graves, principalmente em idosos, que têm maior fragilidade óssea e equilíbrio reduzido. Medidas como uso de calçados adequados, instalação de corrimãos, boa iluminação e acompanhamento regular de saúde são fundamentais”, afirmou.
O especialista destaca ainda a complexidade do tratamento nesses casos. De acordo com ele, pacientes idosos vítimas de queda frequentemente necessitam de acompanhamento multiprofissional, envolvendo ortopedia, clínica médica e fisioterapia. O tempo de recuperação também tende a ser mais prolongado e delicado, podendo haver complicações.
Entre as lesões mais comuns estão as fraturas transtrocantéricas e do colo do fêmur. “São casos de alta complexidade, que muitas vezes exigem cirurgia e, no pós-operatório, cuidados intensivos. A recuperação pode levar cerca de seis meses, com necessidade de fisioterapia intensiva e acompanhamento contínuo”, explicou Cabral.







