A mãe de um homem de 27 anos procurou a Delegacia Regional de Areia Branca nesta segunda-feira, 6, para denunciar que o filho foi vítima de agressão na última sexta-feira, 3. Segundo o boletim de ocorrência, o caso é investigado como lesão corporal dolosa e teria sido praticado por dois homens e uma mulher.
Em entrevista à reportagem do Jornal da Fan, da rádio Fan FM, Zilda de Almeida relatou a situação vivenciada pelo filho, conhecido na região como Luquinhas.
“Ele participou da Paixão de Cristo. Logo que acabou, ele foi com direção a ir para casa. E nesse percurso que ele fez, depois da paixão de Cristo, ele foi indo para casa. Ele é abordado por esse pessoal do coração do cão, mas a sorte que sempre existe gente de boa fé. A vizinha viu a situação, [..] ela vê, ela vai lá, pede socorro. [O irmão dele] atravessa a pista correndo e chega perto deles. Eu sei que aí eles recuam e vão embora”, contou.
A mulher afirmou ainda que está determinada a buscar justiça pelo caso. Segundo ela, após o ocorrido, conseguiu localizar uma das envolvidas na agressão e tentou entender o que teria motivado o ataque.
“Na conversa, ela alega que só bateu porque disse que ele estava fazendo cena pornô com a filha dela. E que porque a cena foi tão feia que ela pegou o celular dele e apagou. Aí minha nora em casa conseguiu resgatar as fotos. Quando vocês vêem as fotos que estão no celular dele, é uma coisa tão banal, tão banal, fotos tiradas pelas costas, fotos de rua, porque ele é um menino especial, um menino sem noção do que está fazendo”, completou.
A mãe também relatou momentos de tensão após a denúncia, afirmando que houve uma possível tentativa de intimidação no trajeto até a delegacia.
“É o meu bebê. É uma criança. O menino não fala, o menino não corre. O menino caminha porque teve o dom de Deus dele caminhar. E esses meliantes chegam e fazem isso. Porque se fosse em mim, talvez estivesse doendo menos. Mas no meu filho, não. Eu não admito de jeito nenhum”, disse Zilda.
O irmão do jovem também falou sobre seu comportamento e repudiou a agressão.
“Não é um menino agressivo. Brinca com qualquer tipo de criança. Ele gosta de brincar com criança, com animal. Aqui na cidade todo mundo conhece ele. Ele não é agressivo, gosta de igreja. Ele não perde uma missa. Isso aí foi um ato covarde e queremos justiça contra isso”, afirmou.
Após o episódio, a mãe relata que o adolescente apresenta mudanças no comportamento e sinais de abalo emocional.
“Não sai de casa. Não sai, não tá comendo. Se parar um carro na porta, ele entra pra dentro. Eu sou a psicóloga, eu sou a mãe, eu sou a doutora, eu sou a enfermeira de meu filho, mas a gente vai sair dessa que Deus é Pai”, finalizou.







