A Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), realizou nesta terça-feira, 31, mais uma turma da Oficina de Qualificação dos Indicadores da Vigilância Epidemiológica das Doenças Transmissíveis. A iniciativa integra as estratégias estaduais voltadas ao fortalecimento da Vigilância em Saúde, com foco na melhoria da qualidade dos dados e no aperfeiçoamento das ações desenvolvidas nos municípios.
A capacitação reúne profissionais da Atenção Primária à Saúde e da Vigilância Epidemiológica municipal, promovendo a análise criteriosa dos indicadores, o aprimoramento dos registros nos sistemas de informação e o planejamento de ações mais eficientes para o enfrentamento de doenças transmissíveis. A proposta é fortalecer o monitoramento contínuo dos agravos, especialmente em períodos de maior incidência, contribuindo para respostas mais rápidas, organizadas e eficazes no cuidado com a população.
A enfermeira Heide Mesquita explicou que a oficina tem como principal objetivo qualificar os municípios no uso e na interpretação dos indicadores de saúde. “Estamos trabalhando os indicadores do Programa de Qualificação das Ações de Vigilância em Saúde, que avaliam a qualidade das ações, principalmente no que diz respeito às doenças transmissíveis e endemias. A ideia é que os municípios consigam analisar, monitorar e avaliar seus dados de forma mais precisa, utilizando os sistemas de informação como ferramentas essenciais para esse processo”, afirmou.
Tomada de decisão
A enfermeira Viviane Correia, que atua no município de Nossa Senhora do Socorro, ressaltou que a capacitação fortalece a tomada de decisão nos territórios. “Essa oficina é fundamental porque qualifica os profissionais e reforça o quanto os indicadores são essenciais para a vigilância em saúde. Quando conseguimos organizar melhor nossos dados e compreender sua importância, transformamos números em ações concretas, direcionando melhor as estratégias e melhorando a resposta às demandas do município”, pontuou.
Para Joelia Ferreira Gouveia, enfermeira do município de São Cristóvão, o acesso aos indicadores permite um planejamento mais assertivo das ações de saúde. “A partir dos indicadores, conseguimos entender como está a situação de saúde do município e planejar melhor nossas ações. No caso da tuberculose, por exemplo, conseguimos acompanhar os casos, identificar onde há maior incidência e atuar de forma mais direcionada. Isso faz toda a diferença no cuidado com a população”, explicou.








