Ministro do Esporte anuncia desistência do Irã da Copa do Mundo de 2026

Foto: AFP

O ministro do Esporte do Irã, Ahmad Donyamali, afirmou nesta quarta-feira, 11, que a seleção iraniana não disputará a Copa do Mundo da FIFA (Federação Internacional de Futebol), que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, entre os meses de junho e julho de 2026.

Segundo o ministro, a decisão foi tomada devido aos conflitos e mortes registradas no país após os ataques dos EUA e de Israel. “Considerando que este regime corrupto (os EUA) assassinou nosso líder, sob nenhuma circunstância poderemos participar da Copa do Mundo”.

No sorteio realizado em dezembro, o Irã foi colocado no Grupo G, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia. As três partidas da seleção estavam programadas para ocorrer nos Estados Unidos, sendo duas em Los Angeles e uma em Seattle.

O Irã foi o único país ausente de uma cúpula de planejamento da FIFA, realizada na última semana em Atlanta, cidade estadunidense. Até o momento, a FIFA não comentou sobre o caso.

Porém, ainda nesta quarta, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, esteve com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que teria apoiado a participação do Irã na Copa do Mundo, segundo Infantino. “Durante as conversas, o presidente Trump reiterou que a equipe do Irã é, naturalmente, bem-vinda para competir no torneio nos Estados Unidos”, afirmou em publicação nas redes sociais.

Na mesma publicação, Infantino aproveitou ainda para agradecer ao presidente dos EUA. “Todos precisamos de um evento como a Copa do Mundo da FIFA para unir as pessoas agora mais do que nunca, e agradeço sinceramente ao presidente dos Estados Unidos pelo apoio, que demonstra mais uma vez que o futebol une o mundo”, concluiu.

O Irã estaria em sua quarta Copa do Mundo consecutiva, ao terminar na liderança do Grupo A na terceira fase das eliminatórias asiáticas em 2025. Mesmo assim, o presidente da Football Federation of the Islamic Republic of Iran, Mehdi Taj, destacou que a intensidade dos ataques realizados por forças dos Estados Unidos e de Israel não seria um bom sinal para o torneio.

*Com informações do g1 e da agência Reuters.

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