Os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão foram condenados nesta quarta-feira, 25, a 76 anos e 3 meses pela morte da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e do motorista Anderson Gomes, em 2018.
Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, Domingo Brazão, teria ordenado os assassinatos por interesses econômicos ligados à regularização fundiária em áreas do Rio dominadas por milícias.
A PGR aponta ainda que Francisco Brazão, conhecido como Chiquinho, que era vereador da capital fluminense em 2018, teria atuado em conjunto com Domingos, sendo um dos mandantes das mortes.
A vereadora, que era colega de Chiquinho na Assembleia Legislativa do estado do Rio de Janeiro, teria tido embates políticos sobre projetos de regularização urbana e uso do solo com os irmãos Brazão.
A acusação da PGR argumentou que ambos integravam uma organização criminosa com atuação na Zona Oeste do Rio, ligada a milícias, grilagem de terras e formação de currais eleitorais.
A condenação foi decidida pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), com votos dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino, presidente da Turma.








