Banco Central decreta liquidação do Banco Pleno, presidido por ex-sócio do Master

Foto: Banco Pleno

O Banco Central decretou nesta quarta-feira, 18, a liquidação do Banco Pleno, que era comandado por Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e ex-sócio do Banco Master.

Também foi liquidada a Pleno Distribuidora Títulos e Valores Mobiliários (Pleno DTVM), que faz parte do conglomerado prudencial Pleno.

De acordo com nota do BC, a liquidação extrajudicial foi motivada pelo “comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil”.

Ainda segundo a autoridade monetária, outras medidas podem ser tomadas para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais. Caso as suspeitas de irregularidades se confirmem, serão adotadas medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, como a indisponibilidade dos bens de controladores e administradores do conglomerado prudencial Pleno.

O conglomerado de porte pequeno é enquadrado na categoria S4. Além disso, o conglomerado detém, de acordo com o Banco Central, 0,04% do ativo total e 0,05% das captações totais do Sistema Financeiro Nacional.

O Banco Pleno, que anteriormente era chamado Banco Voiter, fazia parte do conglomerado do Banco Master e foi separada após a compra por Augusto Lima em julho de 2025. 

Com a nova liquidação, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) terá que desembolsar cerca de R$ 4,9 bilhões para cobrir depósitos elegíveis de aproximadamente 160 mil credores do Banco Pleno.

Em comunicado ao mercado financeiro, a instituição liquidada afirmou que vai iniciar o processo de pagamento dos créditos enquadrados do FGC, assim como a conclusão e disponibilização dos dados dos credores.

*Com informações da Agência Brasil e do Valor Investe

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