O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta sexta-feira, 23, que seu candidato à Presidência da República em 2026 é o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo ele, a escolha segue a indicação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Sempre falei do meu respeito e da minha lealdade ao presidente Bolsonaro. O meu candidato é Bolsonaro ou quem ele indicar. Ele indicou o Flávio, então quem é o meu nome a partir de agora? É o Flávio Bolsonaro. Nada diferente do que eu falo desde 2023”, disse Tarcísio a jornalistas.
O governador também descartou disputar o Planalto e afirmou que não deixará o cargo em abril, como prevê a legislação eleitoral para quem pretende concorrer. Segundo ele, as especulações são naturais por governar o maior estado do país.
Tarcísio ainda comentou o cancelamento de uma visita que faria ao ex-presidente Jair Bolsonaro, preso no complexo penitenciário da Papuda, em Brasília, na última quinta-feira, 22. Ele negou qualquer motivação política.
“O cancelamento é questão de agenda. Não tem nada a ver. Quando você marca uma visita, o tribunal atribui uma data. Eu tinha uma razão pessoal e não podia ir naquele dia. Imediatamente pedi outra data”, explicou.
A nova visita foi remarcada para o dia 29, próxima quinta-feira.
Pressão e desconforto
Apesar da versão oficial, interlocutores do Palácio dos Bandeirantes afirmam que Tarcísio ficou desconfortável com a pressão para declarar apoio público a Flávio Bolsonaro. No dia em que visitaria o ex-presidente, o governador manteve a agenda vazia, o que foi interpretado por aliados como um “recado” à família Bolsonaro.
Segundo uma fonte do alto escalão do governo paulista, declarações recentes de Flávio à imprensa, sugerindo que Jair Bolsonaro cobraria um apoio mais explícito de Tarcísio, foram lidas como ameaças. Também pesaram manifestações de integrantes do PP sobre o tema.
“Não tem opção de ir contra”
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou que Tarcísio “não tem a opção de ir contra” a candidatura do irmão. Em entrevista ao portal Jornal Razão, ele disse que, se seguir outro caminho, o governador pode se equiparar ao ex-governador João Doria.
“Acho que ele não tem nem muito o que aceitar, porque é difícil você mudar essa conduta”, disse Eduardo. “O Tarcísio, até ontem, era um servidor público, um desconhecido da sociedade (sic), que ganhou notoriedade sendo ministro da Infraestrutura e depois foi eleito em São Paulo graças ao presidente Jair Bolsonaro. Ele não tem a opção de ir contra o Bolsonaro.”
Segundo Eduardo, Tarcísio é “inteligente” e, por isso, “não tomará esse caminho”.
Vídeo: Jovem Pan
*Com informações da Jovem Pan News








