BASTIDORES
Por Narcizo Machado
A vinda do presidente nacional do PSB a Sergipe, o prefeito do Recife, João Campos, teve um objetivo único: conter uma possível debandada de pré-candidatos para o MDB.
O MDB “entrou pesado” com proposta de financiamento das principais campanhas do PSB, com a intenção de levar a chapa inteira. Ao trazer João Campos, Zezinho Sobral e Elber Batalha buscaram conter esse processo de desfiliação.
Mesmo sem assumirem isso de forma explícita, é possível perceber essa realidade nas entrelinhas das respostas de Elber Batalha e Cláudio Mitidieri, que foram consultados sobre o tema para esta publicação de Bastidores.
“A vinda dele foi articulada por mim e por Zezinho, para mostrar a ele mais de perto o projeto do PSB de Sergipe para 2026, que prevê a eleição de dois deputados federais e três estaduais. Eu assumi a coordenação geral da Fundação João Mangabeira para a formação de novos quadros do partido. É claro que tudo isso visa também que o partido nacional estruture o estadual com as condições necessárias para que o projeto cresça. Mas o MDB, ou qualquer outro partido, não foi a razão principal do evento”, disse Elber.
Já o ex-secretário de Saúde, Cláudio Mitidieri, foi mais sucinto. “Sentimos um interesse real do presidente e saímos com a perspectiva de termos um apoio importante da direção nacional neste projeto”, revelou Mitidieri.
Ainda é cedo para sabermos se a estratégia deu certo. Por enquanto, os ânimos parecem ter sido apaziguados. A certeza, no entanto, só virá após o prazo de filiações.
Quanto à disputa nacional para a Presidência da República, João Campos sabe que, antes de qualquer movimento, precisa governar Pernambuco. Só assim, tendo o que mostrar, poderá se tornar uma opção real dentro do seu partido.








