Secretário do Desenvolvimento comenta reativação da Fafen e afirma que paralisar a fábrica é “um contrassenso”

Em entrevista concedida ao Jornal da Fan, da Rádio Fan FM desta terça-feira, 6, o secretario de Estado de Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia de Sergipe – SEDETEC, Valmor Barbosa, falou sobre o retorno das atividades da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen), destacando o histórico de fechamento da fábrica.

Durante a entrevista, o secretario foi questionado sobre a forma que trabalhariam para evitar intercorrências que pudessem gerar o fechamento da Fafen. Inicialmente ele destacou: “Isso é uma pergunta que todos os sergipanos fizeram na época. Como é que a fábrica da Petrobras, o gás que abastece, o gás que supre a fábrica e paralisa uma fábrica pelo preço do gás que se tornou inviável, quando hibernou pela primeira vez lá em 2018, e sabendo que o país importa mais de 85% de fertilizantes. Essa foi a pergunta inicial de todos nós”.

E completou: “Esse gás hoje que está suprindo a fábrica, é um gás da Petrobras. Esse gás não vem de Sergipe porque em 2019/20, todas essas plataformas foram hibernadas. O campo de Carmópolis foi também hibernado e em 2021 foi vendido à Carmo Energy, que também produzia petróleo e gás natural”.

Na oportunidade, Valmor explicou de onde vem o gás que abastece a Fafen: “É um gás da Petrobras que tá vindo do Rio, da Bahia, e do Espírito Santo, enfim, é um gás que a Petrobras é a dona, coloca no gasoduto e entrega à Sergas e a Sergas coloca dentro da fábrica. Nós esperamos […] que não venha acontecer de novo esse problema do preço do gás inviabilizar a fábrica. Porque é um contrassenso você ter uma fábrica, ser dona do insumo, dona do combustível e paralisar porque fica mais barato importar do que produzir no nosso país”, explicou.

O secretario finalizou destacando o impacto da Fafen para a economia local. “Quando a fábrica deixa de produzir, algumas misturadoras, aquelas menores, principalmente, elas fecham porque ela não vai trazer de outro local que o custo de transporte é muito alto. Na hora que você reativa, você estará vizinho ali, é só atravessar a a BR-101[…] O impacto é positivo na hora que volta a trabalhar, porque começa, essas fábricas começam a ser reativadas, começa a chamar o pessoal de volta, aqueles empregos que foram perdidos voltam aos seus postos de trabalho”, concluiu.

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