Sancionada em novembro, a reforma do Imposto de Renda (IR) entra em vigor nesta quinta-feira, 1º. O novo modelo amplia a faixa de isenção e beneficia cerca de 15 milhões de brasileiros que ganham até R$ 5 mil por mês.
As novas regras afetam desde a retenção mensal no salário até a tributação de dividendos. Para compensar a perda de arrecadação, quem recebe a partir de R$ 50 mil mensais passará a pagar mais Imposto de Renda, assim como parte das pessoas que recebem dividendos, parcela do lucro das empresas distribuída aos acionistas. Ao todo, segundo o governo, cerca de 141 mil brasileiros passarão a pagar mais IR.
Em relação à Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física, nada muda neste ano, já que o documento se refere ao ano-base 2025.
Quem passa a ficar isento do IR?
A principal mudança é a ampliação da faixa de isenção:
- Renda mensal de até R$ 5.000: isenção total do Imposto de Renda;
- Atualmente, a isenção vai apenas até dois salários mínimos (R$ 3.036).
Desconto gradual para salários até R$ 7.350
A reforma cria uma faixa intermediária de alívio tributário:
- De R$ 5.000,01 a R$ 7.350 por mês: isenção parcial, com desconto decrescente no imposto;
- Acima de R$ 7.350: nada muda; segue a tabela progressiva atual (até 27,5%);
O desconto diminui gradualmente conforme a renda sobe, evitando o chamado “degrau tributário”, quando pequenos aumentos salariais geram saltos grandes no imposto.
*Com informações da Agência Brasil








