Sergipe registra queda de 32% nas mortes por aids entre 2023 e 2024

Foto: Valter Sobrinho

Sergipe apresentou uma redução significativa nas mortes por aids entre 2023 e 2024. O número de óbitos caiu de 122 para 83, o que representa uma redução de 31,97%. Os dados fazem parte do novo Boletim Epidemiológico divulgado nessa quinta-feira, 4, pelo Ministério da Saúde.

De acordo com o órgão, os resultados refletem os avanços em prevenção, diagnóstico e, principalmente, no acesso gratuito pelo Sistema único de Saúde (SUS) a terapias de ponta capazes de tornar o vírus indetectável e intransmissível. O conjunto de medidas também resultou na eliminação da transmissão vertical do HIV, quando passa da mãe para o bebê, como problema de saúde pública.

Em nível nacional, o casos de aids também apresentaram redução no período, com queda de 1,5%, passando de 37,5 mil em 2023 para 36,9 mil no último ano. Em 2024, Sergipe registrou 346 casos de aids.

No componente materno-infantil, o país registrou queda de 7,9% nos casos de gestantes com HIV (7,5 mil) e de 4,2% no número de crianças expostas ao vírus (6,8 mil). O início tardio da profilaxia neonatal, ou seja, a oferta atrasada de medidas preventivas essenciais após o nascimento, também caiu 54%.

Além disso, o Brasil manteve a taxa de transmissão vertical abaixo de 2% e a incidência da infecção em crianças abaixo de 0,5 caso por mil nascidos vivos. O país também atingiu mais de 95% de cobertura em pré-natal, testagem para HIV e oferta de tratamento às gestantes que vivem com o vírus. Isso significa que o país interrompeu, de forma sustentada, a infecção de bebês durante a gestação, o parto ou a amamentação, atingindo integralmente as metas internacionais.

Em 2024, o Brasil contabilizou 68,4 mil pessoas vivendo com HIV ou aids, mantendo a tendência de estabilidade observada nos últimos anos. Em Sergipe, foram 627 registros.

Como estratégias para o enfrentamento do HIV, o Brasil adota a estratégia de Prevenção Combinada, centrada na incorporação de ferramentas como a PrEP e a PEP, que reduzem o risco de infecção antes e depois da exposição ao vírus, além da oferta de preservativos.

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