Em entrevista concedida ao Jornal da Fan, da Rádio Fan FM, na manhã desta quarta-feira, 26, o secretário de Saúde do Estado, Cláudio Mitidieri, rebateu críticas referentes ao funcionamento do Hospital de Urgência de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse), feitas pelo deputado federal Thiago de Joaldo em um vídeo divulgado nas redes sociais. No conteúdo, o parlamentar aponta a falta de atendimento a um paciente que, segundo a denúncia, estava com o quadro de saúde crítico e necessitando de atenção médica mais detalhada, já que ele teria ficado um longo período sem ter o soro renovado. Para o deputado, a saúde de Sergipe é “a melhor do mundo” apenas em termos de propaganda, mas a realidade seria diferente.
Durante a entrevista, o secretário se posicionou contra as acusações e afirmou que o deputado utilizou o vídeo como estratégia de promoção política. Ele apresentou dados para destacar os avanços e a estrutura do hospital. “É um hospital que tem 560 leitos, que tem mais de 5 mil trabalhadores circulando pelo hospital todos os dias, que somente em um ano já realizou 3.100 cirurgias ortopédicas e atendeu 21 mil consultas somente em ortopedia, que atende em média 250 a 300 pessoas por dia no pronto-socorro. Internou 5.300 pessoas em um ano, já realizou mais de 126 mil exames em um único ano, quase um milhão de exames de sangue em um ano, e somente este governo já investiu 50 milhões de reais”, explicou ao destacar a dimensão da unidade hospitalar.
Sobre o paciente mostrado no vídeo do deputado, Mitidieri afirmou que ele foi assistido e que se trata de uma situação pontual, que não representa o funcionamento geral da unidade. “O hospital está cheio, o hospital tem pacientes, sim, em maca ou no corredor, mas todos estão tratando, todos estão sendo tratados com dignidade. Casos pontuais, eles ocorrerão, e nós estamos falando de um gigante, como eu falei, como eu acabei de explicar em número, são 300 pessoas passando por dia, 5 mil trabalhadores. Condutas individuais, elas podem ocorrer como esta, que o paciente ficou sem renovar o soro às três horas da manhã, mas isso já foi identificado. O funcionário que eventualmente não cumprir com o seu compromisso ético e profissional será chamado à atenção, as medidas administrativas serão tomadas”, explicou.
Por fim, o secretário reconheceu que o Huse enfrenta problemas relacionados ao volume de atendimentos e à complexidade dos casos, mas destacou que essas questões são inerentes ao sistema público. “Eu nunca vim aqui para jogar flores e defender, dizer que hoje não tem problemas. Como todo sistema público de saúde do Brasil, existem problemas. Mas, se olharmos o que já foi feito no Huse e a quantidade de reclamações que você e todos os colegas jornalistas recebiam do hospital de urgência e da saúde em geral, a realidade que nós enfrentamos hoje é completamente diferente”, finalizou.








