Moradores do Residencial Carlos Pinna, no bairro Lamarão, na Zona Norte de Aracaju, seguem na sede da Prefeitura de Aracaju, onde reinvidicam melhorias na localidade e a implantação de um hospital neurodivergente no conjunto. A reportagem do Jornal da Fan acompanha a situação e intermediou um contato entre os manifestantes e a gestão municipal.
Os moradores pedem a presença da prefeita Emília Corrêa para avançar com os diálogos, enquanto a prefeitura solicitou que os moradores indicassem uma comissão com cinco representantes para esse diálogo com a chefe do executivo em um outro espaço.
Viviane, líder do moradores neste movimento, disse que aceitaria a comissão mediante garantia que caso que não houvesse o acordo as pessoas pudessem voltar à sede da prefeitura.
“A gente tem que ter a garantia vai sair e vai poder entrar caso a negociação não for boa para o pessoal”, disse Vivivane, líder dos moradores, à reportagem do Jornal da Fan. Ainda no programa, a secretária de comunicação da Prefeitura de Aracaju, garantiu que a prefeitura tem prestado toda assistência e atenção e reforçou o pedido pela comissão.
“Se não avançar, vocês vão permanecer acampados, ocupando a prefeitura. Vocês permanecem. Depois que entra não pode retirar, é uma manifestação pacífica. Agora, é preciso uma comissão para dialogar”, frisou Gleice.
Entenda
Na manhã de terça-feira, 11, moradores do Residencial Carlos Pinna, no bairro Lamarão, estiveram no auditório do Centro Administrativo Prefeito Aloísio Campos, reivindicando a implantação de um hospital neurodivergente no conjunto.
A prefeitura formou uma comissão composta por secretários municipais, que esteve com os moradores, conversando e solicitando a indicação de representantes para compor uma comissão com a prefeita Emília Corrêa e gestores das áreas envolvidas.
Em nota, a prefeitura informou que Emília Corrêa já recebeu os moradores do residencial em duas ocasiões, sendo a última em 31 de março de 2025, após reclamações de que o conjunto havia sido entregue de forma precária pela gestão anterior, sem a infraestrutura básica necessária. Na reunião, foram discutidas demandas como a construção de uma Unidade Básica de Saúde, melhorias no CRAS, transporte escolar, creche e escola, atendimento a crianças com necessidades especiais e segurança viária.
Desde então, a Prefeitura alegou que vem adotando ações concretas: reservou o terreno para a construção da UBS, implantou uma linha de transporte escolar exclusiva e destinou uma equipe de saúde para atender diretamente a comunidade, assegurando o acesso aos serviços essenciais.
A administração municipal disse que a nova pauta relacionada à criação de um hospital neurodivergente não fazia parte das demandas anteriores e demonstra caráter político na mobilização.








