Em entrevista concedida ao Jornal da Fan nesta quarta-feira, 12, o advogado e candidato ao Quinto Constitucional da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Sergipe (OAB/SE) Givaldo Campos falou sobre a sua trajetória de lutas na advocacia. Essa é a décima primeira entrevista de uma série que está sendo feita com os candidatos ao cargo destinado à advocacia no Tribunal de Justiça do Estado.
Durante a entrevista, o advogado destacou os motivos que o fizeram entrar na disputa: “Por conta da minha história, por conta do meu compromisso de classe e sabendo que a advocacia, hoje, ela precisa de um desembargador que tenha coragem e que seja determinado a conquistar novos espaços para advocacia”, explicou.
A trajetória de Givaldo inclui militância política desde a juventude, participando das Diretas Já e sendo dirigente sindical em São Paulo e Sergipe. “Eu fui preso na ditadura. Tenho aqui um documento que […] é o processo da minha anistia política […] não é fácil ser um advogado pardo”.
O advogado destacou as suas bandeiras e conquistas, destacando que a sua luta atravessa a história do Quinto: “O Quinto Constitucional foi conquistado lá atrás com a promulgação da Constituição, com os movimentos da Diretas Já, que eu participei. […]esse Quinto Constitucional que está hoje enraizado no Artigo 94 da Constituição foi conquistado lá atrás”.
Na oportunidade, ele explicou, que além de garantir o que já está previsto em lei, o que pode assegurar enquanto diferencial é a busca e conquista de novos direitos: “O que eu quero conquistar é a blindagem do advogado. Nós não somos legisladores, mas eu quero fazer uso do cargo para provocar alguns setores. […] Para quando o advogado chegar numa delegacia, chegar numa repartição, chegar num fórum, o desavisado não queira desrespeitar o advogado. Porque quando você desrespeita o advogado, você agride o direito da sociedade”.
O advogado finalizou a entrevista apresentando o seu número e pedindo o voto dos colegas: “Meu número é 10. Eu quero ser o 10 da advocacia, que vai ser a extensão do gabinete para o advogado, para a OAB e para toda a sociedade”, concluiu.








