Em entrevista concedida ao Jornal da Fan nesta sexta-feira, 7, a advogada e candidata ao Quinto Constitucional da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Sergipe (OAB/SE) Ana Lúcia Souza falou sobre a sua trajetória de luta na advocacia. Essa é a oitava entrevista de uma série que está sendo feita com os candidatos ao cargo destinado à advocacia no Tribunal de Justiça do Estado.
Inicialmente, a advogada explicou os motivos que a fizeram entrar na disputa: “Eu nasci para ser advogada, para fazer justiça, e tenho uma trajetória de 40 anos de advocacia. [… ] Essa trajetória na advocacia me fez despertar para fazer uma nova história: uma história dentro do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe. Então,com essa experiência, com a vivência da advocacia, com os anseios da advocacia, eu pretendo levar ao Tribunal todo esse somatório de tudo que eu vivi ao longo dos 40 anos de advocacia”.
Na oportunidade, Ana Lúcia elencou algumas das suas propostas: “A valorização da advocacia ativa; a questão dos honorários sucumbenciais; a prioridade dos pagamentos; criação de um balcão virtual para facilitar a comunicação, como hoje já existe na Justiça Federal; o acesso sem barreiras ao gabinete; uma criação de um link que vai direcionar o advogado ao gabinete; um canal de acolhimento e de denúncia à mulher advogada vítima de assédio moral ou sexual no âmbito da Justiça e outras propostas mais”, explicou.
A advogada ressaltou a importância de ser uma mulher disputando esse cargo em meio às dificuldades que enfrentou durante a sua trajetória : “Eu fui a única de uma turma de 100 que fez Direito do Trabalho, porque naquela época Direito do Trabalho era coisa para homem. Então, eu sempre gostei do desafio. Eu digo: ‘Pois é esse que eu vou fazer, porque eu sou capaz’. A gente tem que fazer a nossa voz ser ouvida. E eu acho que o momento agora é um momento propício para isso. A mulher está ocupando os cargos em todos os segmentos”, defende.
Questionada sobre o que garantiria que ela não mudaria de lado caso assuma o cargo de desembargadora, a advogada afirmou: “A essência. A essência, ela não muda, e eu tenho essa essência porque foi Deus que me trouxe até aqui. Eu poderia ter mudado. Eu tive toda a oportunidade durante esses 40 anos. […] Mas a essência que está em mim, ela não muda. Eu não tenho, eu não vejo aquele lugar como a vaga para a pessoa, eu vejo aquele lugar como um espaço para que a advocacia seja representada, seja valorizada”.
Ela finalizou a entrevista pedindo o voto dos colegas advogados: ”Agradeço a cada colega que compartilha comigo o amor pela advocacia. Coloco minha experiência a serviço da classe, com o compromisso de representar a advocacia sergipana com dignidade, com coragem e amor pela justiça. No dia 19 de Novembro, vote 20, a força da mulher e a sabedoria da experiência”, concluiu.







