Bastidores – Por Narcizo Machado
Tornou-se fato rotineiro e cada vez mais comum no Brasil a estratégia de tentar justificar um erro com outro. É uma sanha sem fim o foco de descredibilizar o acusador, trazendo do fundo ‘baú’ sua vida pregressa.
Em se tratando do conselheiro, Flávio Conceição, essa estratégia é arriscada e por gerar apenas tensões adicionais para Emília junto ao Tribunal de Contas.
É preciso lembrar que toda a denúncia sobre os indícios de sobrepreço na compra dos ônibus elétricos ainda não transitou em julgado. Portanto, há espaço para que Emília comprove que a decisão de sua gestão obedeceu aos critérios legais.
Quando a prefeita, por meio de nota, e seus aliados subalternos, com os instrumentos que detêm, ‘ligam a metralhadora’ contra o conselheiro Flávio Conceição, correm o risco de enfrentar duas condenações: uma pelo suposto superfaturamento e outra por difamação.
Não sejamos hipócritas: Flávio Conceição foi inocentado no âmbito da Operação Navalha. Tanto é que recuperou seu posto no Tribunal de Contas. Ressuscitar esse assunto é o mesmo que dar murro em ponta de faca, só um lado se fere.








