Em entrevista ao Portal Fan F1 nesta segunda-feira, 28, o sobrinho da mulher que foi atropelada após acidente registrado na noite do último sábado, 26, no bairro Atalaia, em Aracaju, manifestou revolta com a situação e fez um apelo à Justiça sergipana para que o caso não seja tratado apenas como um acidente de trânsito.
“Você pensa que isso não acontece, parece coisa de filme, mas aconteceu. Eu espero que a justiça sergipana, já que foi feita uma repercussão muito grande, não olhe isso como um acidente de trânsito, e sim também como uma tentativa de homicídio. Porque foi um acidente de trânsito e também uma tentativa de homicídio. Porque nenhuma pessoa em sã consciência vai fazer isso, atropelar o pessoal”, expressou o homem, que preferiu não se identificar.
A vítima, chamada Josivânia, atua como auxiliar de cozinha em uma confeitaria e voltava do trabalho em uma motocicleta por aplicativo quando houve a colisão com um veículo de passeio na Rua Clóvis Rollemberg. Ela e o motociclista ficaram caídos ao chão após o acidente e, segundo a polícia, o condutor do carro não prestou socorro. Além disso, ele teria tentado atropelá-las novamente.
No momento, a mulher está internada em um hospital particular na capital com quadro estável, articulando e reconhecendo a família.
De acordo com o sobrinho, Josivânia sofreu duas fraturas na perna direita e foi submetida a uma cirurgia no joelho, concluída sem intercorrências nesse último domingo. Além disso, ele afirma que a tia também teve fraturas na coluna cervical e na bacia.
“Está aqui internada em observação, está falando, está sorridente, mas um pouco abalada devido ao acontecimento. Ela está com uma tala no pescoço, um fixador pra não mexer muito o pescoço, para evitar que possa acontecer algo futuramente, mas está sob cuidados médicos”, completou.
Durante a entrevista, ele também afirmou que não acredita que o condutor do carro não tenha visto sua tia e o motociclista, que ficaram caídos na rua após o acidente.
“Ele tinha total noção do que aconteceu. Ele viu as pessoas, tanto as pessoas no chão como a moto, e as outras pessoas que estavam ali que viram tudo, como alguns vizinhos da rua”, disse, ao que acrescentou: “Não é fácil uma pessoa dar uma volta em uma rua sem saída, e no mais, no vídeo que tem, ele dá a curva saindo pela Melício Machado, em fuga, que ele sabe o que tinha acontecido, ele sabe disso”.








