Moradoras da Atalaia voltam a denunciar perturbação do sossego por shows na Praça de Eventos

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Ao Jornal da Fan desta terça, 28, moradoras da região da Coroa do Meio e Orla da Atalaia reclamam novamente de perturbação do sossego, em razão dos shows particulares realizados na Praça de Eventos da Orla. A principal queixa é por conta das longas festas estendem durante a madrugada.

” Pergunte se tem show ou se tem algum bar na Ponta Verde, Pajuçara, Jatiúca incomodando as pessoas, não tem. E a questão dessas festas aqui, ninguém está querendo acabar com shows e com eventos. Por exemplo, o Pré-Caju. O Pré-Caju não incomoda. Incomoda de forma nenhuma. Ele começa cedo e termina cedo. E ele começa em um ponto lá na Atalaia e termina no final da Coroa do Meio. Ou a festa do São João, também não incomoda. Porque começa cedo e termina cedo. Mas a questão agora é que descobrir uma nova modalidade de shows durante 12 horas, que começa 5 horas da tarde e termina 5 horas da manhã. E a gente tem que conviver com isso”, reclamou uma das moradoras.

O novo protesto acontece após uma festa particular realizada no último sábado,  no qual uma das reclamantes gravou o o forte barulho. O som alto  alcança longa distância, causando incômodos em residências localizadas cerca de quatro ou cinco ruas que antecedem a orla.

“Eu não estou lá na Orla, eu não estou. Eu estou há quatro ou cinco horas depois da orla,  eu estou lá. Quando nós fizemos uma pasta assinada em 2022, que nós andamos aqui na rua, na Coroa do Meio, pegando as pessoas assinarem, que eu deixei aqui na portaria, o porteiro aqui do meu prédio disse: ‘eu posso pedir o meu cunhado para vir aqui assinar, porque ele mora na vila, porque ele mora e ninguém dorme’.. Então, são ruas lá dentro. Ninguém está falando. Eu não moro na Orla, eu não moro na primeira rua, na avenida, na Avenida Santos Dumont. Não é ali que eu moro, eu moro cinco ruas atrás, e eu estou a quase um quilômetro de distância da Praça de Eventos”, diz outra moradora.

Segundo elas, vidros de janela chegam a tremer em razão do barulho, que também incomoda principalmente na hora de dormir. ” A gente não quer que pare o show, a gente quer que reduza o som, que faça alguma coisa de maneira que não incomode as pessoas que moram na redondeza. Aqui é região turística, mas mora muita gente e tem que ser respeitada”.

A reclamação das moradores segue conformidade com a lei n° 3.688/41, contra a perturbação do sossego, e a Lei do Silêncio, que estabelece 50 decibéis como limite entre 22h e 7h.

 

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