Na manhã desta terça-feira, 8, o Jornal da Fan abordou o caso dos estudantes da rede pública de ensino que se dirigiam para um evento organizado pelo Governo do Estado e passaram por maus momentos nesta segunda-feira, 07.
Alguns dos jovens que se dirigiam para o evento, em ônibus fornecidos pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc), não puderam participar do evento porque os ônibus em que se encontravam foram abordados pela Polícia Rodoviária Federal em Sergipe (PRF-SE), que constatou irregularidades no transporte e apreenderam os veículos.
Para piorar a situação, os estudantes foram obrigados a deixar o veículo e esperar às margens da estrada por uma solução, expostos ao sol, ao calor e ao risco de acidentes por nada manos que cinco horas. Alguns estudantes, inclusive, se sentiram mal. Ao todo, os jovens ficaram à beira da estrada por cinco horas, até que o problema fosse solucionado.
Ao todo, quatro carros que faziam o transporte de alunos da rede estadual, vindos de diferentes cidades, foram retidos pela PRF na manhã do dia 7, na altura do Km 8, da BR-235, em Nossa Senhora do Socorro. A PRF informou que os veículos não possuíam a autorização do Departamento Estadual de Trânsito de Sergipe (DETRAN-SE), para realizar o transporte escolar, por isso não seguiram viagem e foram apreendidos.
Abaixo, segue o relato de um dos estudantes que vivenciou a situação:
“Ainda estou com raiva. Alguns dos colegas também estão com raiva do ocorrido. É um descaso, tanto por parte do Governo do Estado, quanto da empresa Vitória. Faço questão de citar o nome da empresa, porque eles têm responsabilidade sobre tudo o que a aconteceu. A gente ficou largado no meio do relento por mais de três horas. Chegou outro carro para levar a gente, só que esse carro também não podia ir, porque era um carro de turismo e tinha que ser um carro caracterizado como de estudantes, pois estávamos uniformizados”, disse o jovem.
E ele complementa: “A gente ficou esperando por cinco horas de relógio. A gente ficou lá por mais de três horas e meia sem ninguém da Seduc. A Seduc só foi comparecer lá três horas depois do ocorrido e assim mesmo duraram mais de duas horas lá, porque chegava gente, saía gente e ninguém resolvia. Aí acabou Zezinho (Sobral) chegando lá e indo conversar com a gente. Foi um descaso, a gente acabou perdendo o evento. Não boto a culpa na PRF, eles estavam fazendo o trabalho para o qual foram designados. Se o carro foi parado e foi apreendido, é porque estava irregular, então, a responsabilidade é da empresa Vitória e do Governo do Estado”, desabafa o estudante.
O porta-voz da Seduc, Alberto Jorge, falou para os ouvintes da Rádio Fan FM sobre o ocorrido. “Os ônibus que foram contidos pela PRF, a situação física, o estado dos bancos, pneus, para-brisa, estava tudo Ok. Da mesma forma, a situação dos motoristas, todos com as documentações em dia. O que houve, na verdade, é que os dois agentes da PRF solicitaram a Guia de Transporte Escolar, que é costumeiramente é solicitada pela PR para o transporte convencional de estudantes. No caso de ontem, e aí é que está o problema, não era um transporte escolar convencional. Essa empresa que estará transportando os estudantes tem contrato com a Seduc, já há algum tempo, para eventos. Não para o transporte do dia-a-dia. A PRF nunca havia solicitado esse documento. E olha que a secretaria sempre está fazendo eventos, como o de ontem, grandioso e que mobilizou o estado todo e aí a PRF solicitou essa documentação, que não é uma documentação exigida. O fato é esse e é isso que tem que ser deixado muito claro, porque saíram comentários de que os ônibus eram velhos e com documentação irregular, mas a documentação estava toda ok, a situação física dos ônibus e a documentação dos motoristas tudo Ok. O problema foi a Guia do Transporte Escolar, que é exigida para o transporte escolar do dia-a-dia. Os PRF acharam que poderiam reter os ônibus e o fato lamentável foi que os estudantes ficaram à beira da BR, expostos ao tempo, sem acesso à agua e sem poder usar sanitários. Uma situação vexatória, que a gente lamenta. O secretário Zezinho tomou conhecimento, foi até o local com a assessoria jurídica e, diante da conversa, a situação foi finalizada”, explicou o porta-voz.







