Decisão do Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determina que a Procuradoria-Geral da República se manifeste dentro do prazo de 15 dias, sobre a decisão do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de não comparecer a depoimento desta terça-feira, 28, na Polícia Federal (PF).
O senador é investigado por suspeita de comenter o crime de calúnia contra o presidente Lula em uma publicação na rede social X, quando afirmou que “Lula será delatado”, associando o presidente a crimes de tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro e apoio ao terrorismo.

A PGR solicitou que a PF colhesse o depoimento de Flávio, pedido acatado por Alexandre de Moraes no dia 6 de julho. Por lei, o senador tem o direito de escolher a data e o horário para depor, mas o parlamentar não fez a solicitação dentro do prazo previsto. Além disso, também se recusou a realizar o depoimento por videochamada.
Diante das negativas, A PF marcou o depoimento para o dia 28 de julho. A defesa presentou uma petição, afirmando que a postagem não atribui de forma direta os crimes a Lula, solicitando que essa declaração substitua as otivas.
O ministro do STF determinou que o processo retorno ao Ministerio Público e que no prazo de 15 dias seja dado um retorno referente as ações que serão tomadas diante da negativa do investigado.
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