A defesa do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) por quatro vezes para tentar retirar do ministro Flávio Dino a investigação sobre o direcionamento de emendas parlamentares ao filme Dark Horse, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro.
Os advogados pediam que a relatoria do caso fosse transferida para o ministro André Mendonça.
As duas primeiras petições foram apresentadas ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, e as duas seguintes enviadas ao próprio ministro Dino.
A defesa argumentou que Mendonça já é o responsável por outras apurações relativas à produção do longa e que, por isso, deveria centralizar também a investigação sobre o suposto uso de recursos públicos na obra.
O pedido da defesa ocorre no âmbito de uma apuração ampla que investiga três eixos principais:
- A destinação de emendas parlamentares a entidades vinculadas à produtora do filme;
- O repasse de R$ 62,8 milhões feito pelo empresário Daniel Vorcaro a pedido de Flávio Bolsonaro;
- O eventual uso de parte desses recursos para custear despesas do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
Como desdobramento das apurações sob relatoria de Flávio Dino, a Polícia Federal cumpriu 49 mandados de busca e apreensão na última quinta-feira, 10.
A operação, que mira um esquema com movimentações financeiras de centenas de milhões de reais, teve como alvos o deputado Mario Frias e a empresária Karina Gama, proprietária da produtora Go Up. A PF apura os crimes de peculato, lavagem de dinheiro, falsidade documental, organização criminosa e fraudes em licitações.








