Durante o Jornal da Fan desta terça-feira, 30, Mayara Silva denunciou que sua filha de três anos foi deixada do lado de fora da Creche Municipal Bruna Hagenbeck, no povoado Pedra Branca, em Laranjeiras, na última sexta-feira, 26. A mãe relatou que encontrou a menor na rua acompanhada por uma cuidadora porque a unidade já estava fechada. A localização da creche, situada a cerca de dez metros da rodovia BR-101, gerou questionamentos sobre a segurança da criança, enquanto a prefeitura justificou o encerramento das atividades devido ao término do horário de expediente.
“Eu cheguei e vi minha filha na rua com a cuidadora. Quando ela me viu, correu ao meu encontro. Eu questionei o motivo de a minha filha estar do lado de fora com a creche fechada, e a cuidadora respondeu que o ônibus dos funcionários havia passado e todos precisaram ir embora”, relatou Mayara. A mãe afirmou ter acionado a direção da creche e a Secretaria Municipal de Educação, além do prefeito, mas recebeu apenas a resposta de que o caso seria averiguado. Posteriormente, uma nota de esclarecimento do município informou que os pais são cientes dos horários e que a menor não ficou desamparada.
Mayara rebateu a versão institucional e expressou indignação com o risco ao qual a filha foi exposta. “Independente se ela estava acompanhada, sozinha, com o Papa ou com o Neymar, isso é uma exposição ao risco. São mais ou menos dez metros de uma BR. Deixaram minha filha do lado de fora de uma creche”, desabafou, acrescentando que a direção sabia de sua rotina de trabalho e que nunca havia sido advertida sobre problemas com o horário de busca, que ocorria rotineiramente por volta das 16h45.
Em resposta às acusações, o porta-voz da equipe de comunicação da Prefeitura de Laranjeiras, Reginaldo Santos, participou do programa para esclarecer o ocorrido. Segundo o representante, o expediente oficial da creche encerra-se às 16h, com uma tolerância máxima até às 16h30 para a chegada dos responsáveis. Ele argumentou que, na data do fato, a mãe extrapolou o período limite de tolerância.
Reginaldo defendeu que a integridade da criança foi preservada, uma vez que ela permaneceu o tempo todo acompanhada por uma funcionária que reside na própria comunidade. “Ficou o tempo todo com a cuidadora, que é a pessoa que trabalha com a professora juntamente com as crianças. Não ficou sozinha em momento algum”, pontuou o porta-voz, explicando que o restante do corpo docente e administrativo precisou deixar o prédio para não perder o transporte público.
O porta-voz ressaltou ainda que a gestão municipal realizou uma apuração interna imediata, ouvindo a diretora da unidade, a secretária do anexo e a cuidadora envolvida para compreender a dinâmica do episódio. “Não houve nenhum momento de descuido com a criança. A mãe tem razão na parte em que ela se preocupa com a filha”, concluiu Reginaldo, mantendo a postura de que os protocolos de assistência foram seguidos diante do atraso verificado.






