A diferença na taxa de desocupação entre homens e mulheres em Sergipe é a maior do Nordeste. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua trimestral, de janeiro a março deste ano, a desocupação entre as mulheres foi de 11,5%, enquanto entre os homens foi de 6,2%.
A taxa significa que 54 mil mulheres estavam em busca de um trabalho no primeiro trimestre de 2026. Por outro lado, o índice de desocupados equivale a 36 mil homens.
A taxa geral de desocupação no Estado ficou em 8,6%, sem mudanças estatisticamente significativas em comparação ao trimestre imediatamente anterior nem em relação ao primeiro trimestre de 2025.
Além de ter a maior desigualdade entre os gêneros do Nordeste em relação aos índices de ocupação, Sergipe apresenta a segunda maior do Brasil, atrás apenas de Rondônia. No estado da região Norte, a taxa feminina de desocupação é três vezes maior que a masculina: 6,1% contra 2%. No Brasil, a taxa de desocupação entre as mulheres é de 7,3% diante de 5,1% para homens.
No Nordeste, a taxa masculina é de 7%, mas de 10,2% entre as mulheres. A Região Metropolitana de Aracaju e a capital mantêm uma desigualdade proporcional à do Estado na desocupação entre gêneros.
Se comparada apenas a taxa de desocupação entre as mulheres de todas as unidades da federação, Sergipe está praticamente emparelhado com a Bahia (11,6%), estado com a maior taxa do Brasil.








