Delegado-geral reconhece alta nos feminicídios em Sergipe e destaca medidas para a redução dos índices

Foto: Reprodução

Em entrevista ao Jornal da Fan desta sexta-feira, 22, o delegado-geral da Polícia Civil de Sergipe, Thiago Leandro, falou sobre o aumento dos casos de feminicídios no estado. O gestor reconheceu publicamente que a segurança enfrentou um cenário crítico recente, com uma alta significativa desse tipo de crime entre os meses de novembro e dezembro do ano passado, que acabou persistindo no início de 2026.

Após admitir o momento negativo nos índices, o delegado detalhou as ações práticas adotadas pelas forças de segurança. Ele disse que existe a determinação de que todos os delegados e as equipes atendam mulheres vítimas de violência.

“Nós estamos melhorando muito nos últimos dois meses em relação ao combate ao feminicídio”, declarou. Entre as medidas, Thiago citou uma nova diretriz do SIOSP: para evitar riscos, a polícia agora prefere “pagar pelo trote” e despachar a viatura da PM imediatamente ao receber qualquer chamado de violência doméstica, pulando o protocolo padrão de filtragem.

Ele também destacou sobre a inauguração da Casa da Mulher Brasileira, que deve acontecer na próxima semana e tem parceria com a Secretaria de Estado de Políticas para as Mulheres de Sergipe (SPM/SE) e outros órgãos do Governo do Estado

“Montaremos mais um plantão policial com delegado de polícia e equipe e possamos proteger melhor as nossas mulheres”, afirmou o delegado. Outra ferramenta prática apresentada foi a criação da delegacia virtual “Poli”, onde a vítima fala direto com uma policial mulher pelo WhatsApp, agilizando medidas protetivas com o Tribunal de Justiça.

Além disso, ele ressaltou que devido a falta de Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) em muitos municípios sergipanos, todos os delegados precisam estar capacitados para atender essas denúncias, mencionando os cursos de capacitação que tanto a Polícia Civil quanto o Ministério da Justiça realizam. “Nós temos que reinventar sempre, atualizar para saber como atender e recepcionar a mulher para que não revitizamos a vítima. É muito importante que a vítima se sentir segura”, falou.

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