O número de denúncias de maus-tratos a animais em Sergipe cresceu cerca de 30% no primeiro trimestre deste ano. Os registros passaram de 345 ocorrências, no mesmo período do ano passado, para 447 casos em 2026.
Casos de grande repercussão contribuíram para reacender o debate sobre a violência contra animais em Sergipe. No dia 6 de janeiro, um gato morreu após ser incendiado no município de Itabaianinha. Já no dia 29 do mesmo mês, um cachorro esfaqueado na Barra dos Coqueiros também não resistiu aos ferimentos.
Segundo a Delegacia de Proteção ao Animal (Depama), a conscientização da sociedade e a divulgação sobre o que são maus-tratos tem auxiliado no combate a esse tipo de crime.
Entre os casos mais recorrentes estão animais submetidos a esforço excessivo, falta de alimentação adequada e ausência de cuidados básicos. Além disso, práticas como abandono, negligência alimentar, falta de atendimento veterinário e acorrentamento contínuo também são consideradas maus-tratos.
Atualmente, a pena para maus-tratos pode variar de dois a cinco anos de reclusão, com possibilidade de prisão em flagrante. Em situações mais graves, quando há morte do animal, a pena pode ser aumentada.
Nos casos confirmados, os animais são resgatados e encaminhados para um fluxo de atendimento. Eles seguem para o Centro de Zoonoses, onde passam por avaliação, e depois são direcionados a ONGs, ficando disponíveis para adoção.
Denúncia
O principal canal para é o Disque Denúncia 181, que permite registros de forma anônima. As denúncias também podem ser realizadas presencialmente, por meio de boletim de ocorrência na delegacia, ou de forma online.








