Em vídeo divulgado nesta quarta-feira, 13, a defesa da empresária Flávia Barros, assassinada no dia 22 de março em um hotel na Zona Sul de Aracaju, se posicionou após a confirmação de que um aparelho celular foi encontrado na cela do policial penal Tiago Sóstenes, preso apontado como autor do crime.
O aparelho foi encontrado durante uma revista realizada no Presídio Militar do Estado de Sergipe (PRESMIL) e integra uma investigação do Ministério Público de Sergipe (MPSE) sobre possíveis irregularidades na custódia do policial penal.
“Isso é um total deboche frente às instituições, frente ao sistema de justiça e frente, principalmente, à memória da Flávia Barros. Isso apenas remonta o que a defesa e o Ministério Público já vêm sustentando. Tiago Sóstenes, se posto em liberdade, estará concorrendo com o risco a ordem pública, poderá estar coagindo testemunhas e com certeza estará interferindo no processo. Em breve, traremos novas atualizações sobre como, quando e quais são as consequências legais agora para o denunciado por permissão”, disse o advogado José Carlos.
Após a apreensão do material, a PM instaurou um processo administrativo para apurar a conduta do interno. A corporação também abriu um Inquérito Policial Militar (IPM) para investigar as circunstâncias em que o celular e os acessórios ingressaram na unidade prisional.
O caso
O Policial Penal Tiago Sóstenes Miranda de Matos, de 37 anos, está preso acusado de assassinar a tiros a namorada, a empresária Flávia Barros dos Santos, de 38 anos, no dia 22 de março, em um hotel na Coroa do Meio, Zona Sul de Aracaju.
Segundo informações da polícia, Tiago teria atirado contra a empresária e depois tentou tirar a própria vida. Ele foi internado no Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), com ferimentos de arma de fogo, teve alta três dias depois, quando foi encaminhado ao Presídio Militar (Presmil), onde segue preso.








