Durante o Jornal da Fan, desta terça-feira,12, a advogada, psicóloga e especialista em direito de trânsito Dra Tissiane Costa participou de uma entrevista para falar sobre o Maio Amarelo, movimento idealizado pela ONU com o objetivo de conscientizar a população e reduzir os sinistros de trânsito.
Durante a conversa, ela destacou que o trânsito precisa ser tratado como uma pauta urgente de preservação da vida e fez um alerta impactante ao afirmar que “o trânsito hoje mata mais que arma de fogo”, reforçando a necessidade de conscientização coletiva. Ao longo da entrevista, Dra Tissiane enfatizou que a principal mudança necessária no trânsito brasileiro está no comportamento das pessoas. Segundo ela, a educação para o trânsito deve começar ainda na escola e ser integrada ao currículo educacional.
A especialista também chamou atenção para o processo de formação de condutores, afirmando que dirigir exige responsabilidade e preparo. Para ela, possuir habilitação não significa necessariamente estar apto emocionalmente para enfrentar o trânsito, defendendo melhorias constantes nos processos de capacitação.
Encerrando a entrevista, a advogada, psicóloga e especialista em direito de trânsito Dra Tissiane Costa trouxe uma reflexão sobre inclusão, respeito e diversidade no trânsito. Ao falar sobre o processo de habilitação, ela destacou que o trânsito deve ser um espaço democrático, acessível a todas as pessoas que estejam aptas e dentro das normas legais, combatendo diretamente o capacitismo.
Dra Tissiane compartilhou sua experiência como mãe atípica e utilizou a própria vivência para reforçar a importância da conscientização e da igualdade. “Eu sou mãe atípica, minha filha é autista, minha filha é habilitada, minha filha dirige. Então, o trânsito também é um lugar para as pessoas com deficiência, desde que elas estejam dentro das normas, desde que elas tenham feito o processo como qualquer outra pessoa. Então, a gente precisa parar de ter esse capacitismo, porque o trânsito é vida, e vidas precisam ser salvas.”








