Durante a sessão da Câmara dos Vereadores de Boquim, o vereador João Barbosa (PL) questionou o coordenador da Vigilância Sanitária sobre abatedouros ilegais de ovinos e suínos na cidade, que seriam posteriormente comercializados na feira livre. O coordenador da Vigilância Sanitária local, Vando, admitiu a existência de abates irregulares, afirmando que “se a fiscalização for agir de uma forma, a população vai ficar sem consumir. Isso é fato”.
E completou afirmando: “Isso aqui não adianta a gente estar aqui para agradar os senhores, entendeu? Como eu volto a falar, não é um problema do município de Boquim, é um problema de Sergipe”.
Questionados sobre possíveis soluções, ele afirmou: “Ainda ontem eu tive com o Jadinho (secretário de agricultura), a gente sentou junto com as demais secretarias, está vindo trazendo o Serviço de Inspeção Municipal (SIM) aqui para Boquim, essa é uma das soluções que a gente pretende para implantar no município. Aí, sim, ficaria essa fiscalização para o município. Mas, no momento, é a realidade, como volto a frisar aqui, não só de Boquim como de Sergipe”.
Em outro momento, a vereadora Honorina Fonseca (SD) voltou a questionar o coordenador: “A gente tem que cobrar é nossa cidade. Até porque resido aqui, consumo aqui, sou vereadora aqui, eu tenho que fiscalizar aqui. Tenho nada a ver com os outros municípios. Que os outros municípios, cada um faça a sua parte. Eu quero saber o que é que Boquim vai fazer para resolver essa situação”, pontuou.
Apesar de admitir a irregularidade, o coordenador buscou respaldo legal para afirmar que essa atuação não caberia ao órgão: “De acordo com a nossa normativa 66/2020, isso não compete à Vigilância Sanitária, a matança ou abate. […] O que compete à Vigilância Sanitária: a partir do momento que esse produto está em trânsito, aí entra a Vigilância Sanitária, que é a parte sanitária […] A partir do momento que essa carne está em trânsito, aí compete à Vigilância Sanitária”.








